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Foi no ano de 1979 que a história dos espumantes extraordinários do Brasil começou a ser escrita pelo patriarca da Família Geisse. Mário Geisse é chileno, agrônomo, enólogo, pesquisador e um verdadeiro visionário, trilhou desde então as linhas que elevaram os espumantes brasileiros de alta qualidade aos quatro cantos do mundo, agradando aos mais importantes críticos vínicos da atualidade como a jornalista inglesa Master of Wine Jancis Robinson.

Para obter esses fantásticos vinhos ele uniu as características geológicas e climáticas do terroir de Pinto Bandeira (RS), escolheu as melhores castas que se adaptaram na região e imprimiu o seu próprio DNA e enorme know-how de Grande Mestre do cultivo das uvas e da produção dos vinhos. O resultado não poderia ser diferente, encher de orgulho a nossa pátria Brasil, produzindo espumantes que encantam ao mundo sobretudo pela sua excepcional qualidade.

Mário Geisse diz que não há nenhum segredo que não seja o próprio Terroir aliado a uma Agricultura Sustentável que respeite a natureza, e resume informando que a Família Geisse tem em sua filosofia, produzir produtos de altíssima qualidade com relação preço qualidade imbatível.

Dentre as boas práticas na viticultura, a Família Geisse utiliza o TPC, que é um equipamento que gera um ar quente de 120 ºC a uma velocidade de 150km/h, estimulando mais fitoalexinas , que gera consequentemente um aumento na “imunidade e defesa dos vinhedos” e uma economia de 20 mil litros de água potável por hectare. Também utilizam a Capina Térmica que substitui o uso de herbicidas.

Sem dúvida muita estrada foi percorrida para se atingir tal elevado patamar de qualidade em seus espumantes, desde os primeiros vinhedos plantados em espaldeiras na região, marco de inovação para época e que trouxe uma grande melhoria a viticultura do Brasil. Hoje a propriedade de Pinto Bandeira possui 40 hectares plantados com as castas Chardonnay e Pinot Noir, e Mário Geisse possui ao seu lado um verdadeiro Time de Ouro de grandes profissionais que contribuem diariamente com todo o funcionamento da empresa dentro e fora do país.

O espumante Cave Geisse 1979 homenageia os 40 anos da vinícola, a garrafa é uma releitura dos primeiros rótulos da empresa com um corte de 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir, é um espumante com 10 anos de guarda e só foi produzido em garrafa magnum. É um magnífico vinho que apresenta muita complexidade, bastante cremosidade e é um belo exemplar do mais alto nível de capacidade de produção e de sofisticação de grandes espumantes mundiais, sendo este produzido em solo brasileiro.

São muitos os tipos de espumantes produzidos pela Família Geisse , Blanc de Blanc, Blanc de Noir, Extra Brut, a linha Cave Amadeu e vale salientar que todos são produzidos pelo método tradicional. Escolher um só como queridinho é muito difícil, pois cada um tem seus detalhes esmerados pelos seus idealizadores e que deixam a nós enófilos extasiados de tanto prazer.

Mas gostaria de mencionar um espumante da Família Geisse que pra mim foi inesquecível a prova, o Cave Geisse 2002 degustado após 16 anos de autólise, essa prova especial partilhei da companhia dos grandes produtores, enólogos e profissionais do vinho da região da Bairrada em Portugal, no Palácio da Curia, na capital do espumante Português, na cidade de Anadia. Foi uma das melhores experiências em degustação vínica de espumantes de longa guarda que já pude vivenciar, e todos também se renderam a tanta qualidade servido nas taças de cada um dos degustadores.

Não tenho nenhuma dúvida que a Família Geisse já escreveu uma admirável história para as próximas gerações da viticultura e enologia brasileira e sorte temos nós enófilos, que estamos tendo a oportunidade de degustar os Perlages de Ouro do Brasil, resultado desse magnífico trabalho.
Desejo a você leitor, que possas desfrutar cada taça desses sensacionais espumantes em qualquer momento da sua vida, sempre com muita saúde e ao lado de quem você ama.
Que nunca lhe falte motivos para brindar, Feliz Ano Novo!!!

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Eles tem diversos nomes dependendo do terroir e do país de sua produção, podem ser chamados de Espumantes, Champagnes , Franciacortas, Cavas, Sparkling Wines, Proseccos , Sekt , Crèmant e etc.
Estão sempre associados a celebrações, festividades, comemorações e muita alegria. Vale sempre lembrar que esse versátil vinho pode ser consumido no dia a dia das pessoas, pois são frescos, agradáveis e muito elegantes. Podem ser servidos desde welcome drink , acompanhando uma refeição completa, à beira da piscina, nos passeios de barcos e nos encontros com os amigos e familiares.

O espumante é um vinho que passa por uma segunda fermentação e que ao longo do processo adquire além de aromas e sabores deliciosos, são embelezados com lindas perlages (bolhinhas) que causam tanta fascinação de análises aos especialistas de vinho. Uma dica para avaliar um grande espumante são suas perlages bem fininhas e persistentes em forma de cordão formando uma linda coroa na taça.

Hoje no mercado há inúmeros estilos, origens e cores de espumantes disponíveis aos consumidores e existe uma enorme oferta dos mais variados tipos de produtos, com diferentes preços, com diferentes porcentagens de açúcar residual, com diferentes métodos de produção e diferentes castas usadas. E tantos produtos assim, muitas vezes podem até deixar os consumidores em dúvida do que devem comprar, então a conversa sobre os espumantes é muito importante para tentar ao máximo agradar a quem irá degustá-lo.

PRINCIPAIS MÉTODOS

Método Champanoise
Esse método é chamado também de método Clássico ou Tradicional, onde a segunda fermentação acontece dentro da garrafa por meses ou até anos dependendo do produto, o vinho fica em contato com as leveduras, os produtores têm imenso trabalho e são extremamente detalhista em todos os processos envolvidos o que gera um produto com mais sofisticação, com mais tempo de vinificação e que contribui para produção de um vinho muito mais nobre e elegante. Os grandes espumantes podem durar década e ainda estarem divinais para o consumo.

Método Charmat
Já o método Charmat que foi inventado pelo enólogo italiano Frederico Martinotti, mas patenteado pelo pelo francês Eugène Charmat em 1907 é caracterizado pela segunda fermentação acontecer em enormes tanques de aço inox , em cubas fechadas ( Autoclaves ) são produzidos em maiores volumes, em larga escala e seus preços costumam ser infinitamente mais baratos devido o custo de produção ser muito menor.

SOBRE O TEOR DE AÇÚCAR

Quanto ao teor de açúcar os espumantes no Brasil podem ser classificados como:
Nature – 3g de açúcar por litro
Extra-Brut – 3,1g à 8g de açúcar por litro
Brut – 8,1g à 15g de açúcar por litro
Seco – 15,1g à 20g de açúcar por litro
Semi-doce – 20g à 60g de açúcar por litro
Doce – superior a 60g de açúcar por litro

DICAS DE SERVIÇOS

Após decidir qual o estilo de espumante você irá servir, se atente a temperatura ideal, que deve ser entre (6° à 8°C). Quanto a forma de abrir nunca sacuda a garrafa para não desperdiçar nenhuma gota dessa delícia, retire a cápsula que geralmente é metálica e após afrouxe a gaiola, em seguida pressione o seu dedo polegar sobre a rolha e gire a garrafa, tente não fazer barulho ou obter o som bem discreto, é assim que os profissionais abrem os espumantes. Após abrir a garrafa sirva em taças estilo flute com 2/3 de vinho, avalie a perlage se é com bolhas finas e persistentes, isso é sinal de um bom produto. Não pegue no bojo da taça e sim na haste ou base, para não passar a temperatura da sua mão para o produto, fazendo com que ele esquente e comprometa a sua avaliação.

SUGESTÕES DE HARMONIZAÇÃO

Apesar dos espumantes serem vinhos totalmente descomplicados, extremamente versáteis e com imensas possibilidades, deixo aqui uma sugestão de harmonização para o seu réveillon.

Aperitivos Diversos
Quinta do Ortigão Charming – Quinta do Ortigão Baga-Bairrada

Prato Principal
Quinta dos Abibes Arinto e Baga – Quinta do Ortigão Cuvée – Quinta do Ortigão Reserva –
Franciacorta Lo Sparviere Cuvée n.7

Sobremesas

Espumante Vistamontes Moscatel Rosé – Espumante Nektar Doce – Quinta do Ortigão Meio-Seco

Na atualidade é muito comum praticamente em todas as festas do Réveillon, celebrar a passagem de ano abrindo garrafas de espumantes no momento da virada para elevar brindes com a família e amigos. Essa ação tem como simbolismo, o desejo de um Ano Novo cheio de prosperidade, de esperança e otimismo de um ano novo muito melhor. Agora é só elevar suas taças bem ao alto e em grande estilo com grandes ESPUMANTES, claro que ao lado das pessoas que você ama, brindando à vida e aos novos planos para esse novo ano. É o que desejo a você leitor um Ano Novo de 2021 cheio de esperanças de dias melhores e sobretudo cheio de saúde!

Que tenhas muitos motivos para brindar sempre neste novo ano de 2021 !!!

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Nas vésperas do Natal, data que marca a comemoração do nascimento do menino Jesus para os cristãos, é chegada a hora de definir quais serão os pratos servidos na ceia do Natal. Certamente há um que não pode ficar de fora da ceia de Natal dos brasileiros, que é o Perú ou o Chester Assado. Essas aves sempre brilham e são destaques na mesa. É tradicional serem servidos em belos pratos decorados com muitas frutas, castanhas e legumes.

Geralmente o preparo começa dias antes da noite de Natal. O Perú ou o Chester são colocados para marinar sob um vinha d’alho com alho, cebola, pimenta, ervas e vinho branco. Essa carne marinada vai ganhando sabores e aromas magníficos durante dias e no dia da ceia é levado ao forno para Assar.

Uma dúvida constante das pessoas é qual o melhor vinho para harmonizar com essas deliciosas iguarias natalinas. Primeiramente vamos analisar a essência destes pratos servido nos lares brasileiros nessa época. Tanto o Perú como o Chester são carnes brancas, leves, elegantes e extremamente versáteis em termos de harmonização.

Uma boa dica para essa harmonia entre o alimento e o vinho é fazer um pairing por analogia, ou seja, se o ingrediente principal que no caso é o Perú ou Chester é leve e delicado, devemos pensar em vinhos que tenham essas mesmas características podendo ser vinhos tintos leves com as castas Pinot Noir, Gamat ou Merlot. Outra opção para essa harmonização de carnes brancas é fazê-la por associação pelas cores, essas predispõem a associação de sabores, para isso podemos pensar em brancos com as castas Sauvignon Blanc, Arinto ou Encruzado.

Uma outra deliciosa opção para harmonizar com o Perú ou Chester é servir um espumante cheio de requinte, uma magnifica dica para duplamente harmonizar e refrescar as noites quentes de Natal nos lares brasileiros. Sugiro espumantes de qualidade produzidos pelo método tradicional, podendo ser da Bairrada, os italianos Franciacortas ou os deslumbrantes espumantes brasileiros de Pinto Bandeira ou do Vale dos Vinhedos.

Espero que a sua experiência em aguçar suas papilas gustativas seja esplendida com o Perú ou o Chester, e que você possa saborear cada minuto da sua noite de Natal na companhia da sua família, amigos e deles, os VINHOS !!!

SAÚDE E FELIZ NATAL !!!

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Cultivar e vinificar as uvas fazem parte da cultura e tradição da Geórgia. Um achado histórico comprova que cerca de 8000 anos atrás já se fazia vinho na região do Cáucaso Georgiano, esta descoberta foi graças a técnica de carbono que foi aplicada em 8 ânforas encontradas por arqueólogos e que continham resíduos de ácido tartárico, que nada mais é do que o “DNA do vinho”. 

Pessoa servindo vinho do Qvevri usando Orshimo, Geórgia

Localizada na Europa Oriental, a Geórgia faz fronteiras com a Rússia, o Mar Negro, a Turquia, a Armênia e o Azerbaijão. A região Norte e a região Sul é de cordilheiras montanhosas ( Grande e Pequeno Cáucaso ), a região do centro é um amplo vale e é onde se encontram as principais regiões de produção vitivinícolas do país, destaca-se a Kakheti como a principal região e que detêm mais de 2/3 das uvas plantadas. A Geórgia possui no total 18 Denominações de Origem Controladas.

O povo Georgiano ( Kartli ) conservou bravamente a sua identidade nacional, mesmo sob a imponência do urso branco ( União Soviética) por tanto tempo em seu território. No ano 1970 a União Soviética era a terceira maior produtora de vinho do mundo, mas no final do século XX, a mesma área vitivinícola reduziu-se e produzia apenas 3% do total mundial.  Essa brusca queda foi devido grande parte a campanha do presidente Gorbachev que decidiu cortar o consumo de álcool e em consequência atingiu fatalmente os produtores de vinhos. 

A Geórgia teve sua independência 1991 e com a queda da União Soviética nessa época, inúmeras vinícolas haviam sido fechadas e muitas outras abandonadas por falta de demanda de mercado.

Kvareli, Georgia

Mas o grande amor e respeito pelo vinho e o que ele representa para a história desta pátria, incentivou alguns produtores que ainda haviam mantidos seus vinhedos a expandirem suas vinícolas familiares e trazerem a tradição vinícola a um novo nível, passando essa herança viva de geração para geração.

Zemo Svaneti, Georgia

Esse país apesar de pequeno apresenta variados tipos de climas, pois está localizado entre o Mar Negro e a cordilheira das montanhas do Cáucaso, com diferentes altitudes. A região próximo a zona costeira apresenta clima ameno e de grande índice pluviométrico, já nas áreas de montanha, apresenta clima alpino e seco, essas cadeias de montanhas atuam como uma barreira natural e protetora contra o ar frio do vindo do norte.

Na Geórgia além do clima especial existe uma diversidade do solos ricos em minerais que criam condições naturais únicas para o cultivo da uva.

A Geórgia é uma pátria de riquezas de conhecimentos sobre a uva e o vinho, onde esses se convergem entre ver claramente a longevidade, a potêncialidade e valor nutritivo da casta Saperavi. Casta tinta autóctone, conhecida por ser tintureira e que é uma das grandes representantes nacionais. Há também a histórica e intensa casta branca Rkatsiteli, conhecida por ser a primeira uva plantada após o “Dilúvio por Noé. Há também a Mtsvane Kakhuri que é uma casta branca, muito mais suave e que é muito usada para composição de blends.

O método Qvevri merece parágrafos à partes, essas enormes ânforas ancestrais feitas de barro e que possuem geometria ovalada são chamadas Qvevri e em 2013 esse método de produzir vinho foi classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Esse método consiste na forma mais natural possível de se fazer vinho.

Após a época da vindima os cachos das uvas são pisados inteiros em grandes toras de madeira e depois colocados nesses grandes vasos Qvevri com tudo, com película e ramos. Não são adicionados qualquer tipos de produtos, a fermentação ocorre somente com a ação das leveduras indígenas e sem interferências. Os Qvevri ficam enterrados e são lacrados com cera de abelha, podem ter vários tamanhos de 220L até de 1200L. Ficam em processo de fermentação de 5 a 8 meses e após isso o enólogo e/ou produtor decidem se já pode ser engarrafado ou se enviam o vinho para estagiar em outro Qvevri por mais algum tempo. Há rituais que são tradicionais no momento de se abrir um Qvevri, em alguns lugares há uma espécie de cerimônia religiosa onde os líderes religiosos fazem suas rezas para os abençoar.

Dentre as pesquisas que fiz para redigir esse artigo, percebi que fatos científicos comprovados se cruzavam com fatos religiosos descritos na bíblia. Os achados arqueológicos encontrados na região do Cáucaso comprovam que se guardava vinho nessa região em ânforas há 8000 anos atrás. Na bíblia no livro de Gênesis nos capítulos de 6 a 9, há o relato da história de Noé e da sua enorme embarcação “Arca”, e que após o grande Dilúvio fundeou-se exatamente no monte Ararat, localizado na região do Cáucaso. Na Geórgia a casta muito utilizada para produção Qvevri devido sua intensidade é a Rkatsiteli, conhecida por ser a uva de Noé, dizem que essa é a primeira uva a ter sido plantada no mundo após o Dilúvio.

Enfim depois de tanta riqueza de história, cultura e tradição envolvendo esse nectar dos deuses, informo que já é possível degustar esses intrigantes e magnificos vinhos sem ter que ir a região Transcontinental entre a Europa e a Ásia. Os vinhos de alguns produtores já estão sendo enviados ao mercado internacional e alavancando uma série de prêmios importantes internacionais no mundo dos vinhos.

Gaumarjos !
Saúde ! Cheers ! Santé !

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Um empreendimento turístico recém-inaugurado no coração da zona histórica de Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), um quarteirão cultural, rico em magia e cheio de muitas emoções que representa o que está por trás do vinho. Um verdadeiro tributo a cultura do povo português.

Esse projeto arrojado desenvolvido pelo grupo The Fladgate Partnership, teve um investimento de mais de 100 milhões de euros e compreende uma área total de 55.000 metros quadrados. Nele abrigam cinco museus, onde seus criadores chamaram de “Experiências”, oito restaurantes e cafés, espaço para exposições, uma escola de vinho, vários espaços para eventos, lojas e uma deslumbrante praça central com uma magnífica vista para o rio Douro e para a cidade do Porto. Relato a seguir alguns detalhes desta imperdível visita a tal obra monumental.

The Wine Experience

O The Wine Experience retrata com detalhes em conteúdos, imagens e interações o que está por trás do mundo do vinho português. Este Museu explicar tudo sobre o vinho, detalhando informações desde o solo até à produção da uva, todo o processo de produção até o vinho chegar em nossas mesas.

É um verdadeiro convite à uma viagem de imersão, onde o objetivo é desmistificar o vinho. Vale a pena conhecer este espaço que se destina a todo o público, desde os mais entendidos até os que estão iniciando nesse mundo fantástico que é o Mundo dos Vinhos.

Planet Cork

Nesta experiência o visitante será convidado a conhecer tudo relacionado a cortiça, esse verdadeiro produto ex-líbris português. Para quem não sabe Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo, atingindo a marca da produção mundial de 50%.

Engana-se quem pensa que essa matéria-prima é só destinada a produção de rolhas de cortiça, atualmente a cortiça devido a sua composição é utilizada para inúmeros fins como na arquitetura, na engenharia de automóveis, em peças de desings, na moda e até para produtos aeroespaciais.

The Bridge Collection

Libação segundo o dicionário é o ato de derramar água, vinho, sangue ou outros líquidos com finalidade religiosa ou ritual, em honra a um deus ou divindade.

O The Bridge Collection expõe uma incrível coleção privada com mais de 1500 copos e taças de valor histórico mundial, pois retratam através desses objetos a história da humanidade entrelaçada com essa bebida tão encantadora, que é o vinho.

Porto Region Aeross The Ages

Na experiência Porto Region Across the Ages você irá conhecer tudo sobre a cidade invicta (Porto), a tradição e a cultura do povo portuense, que ultrapassou o tempo e venceu inúmeros contratempos desde a época das conquistas, invasões, guerras e se manteve em pé até a atualidade. Hoje é um verdadeiro retrato de uma cidade que preserva seu património histórico e cultural e que vale muito “turistar” pelas suas ruas cheias de história pra todo o lado.

The Chocolate Story

Este museu leva o visitante a conhecer tudo sobre o chocolate, desde a planta do cacau até ao chocolate acabado. Uma viagem que retrata mais de 5 mil anos de história até os dias de atuais.
Uma verdadeira perdição aos amantes desse produto que nos proporciona além de saúde, muito prazer.

Porto Fashion & Fabric Museum

Essa experiência ainda não foi inaugurada, mas nos relatos que li dizem que irá expor desde a origem do algodão até as roupas acabadas, mostrar a história da moda, indústria têxtil, moda portuguesa, calçados nacional e a encantadora arte da filigrana.

Restaurantes, Bares & Cafés

Para agradar aos mais exigentes paladares e gostos, o WOW possui diversas opções de restaurante, bares e cafés, todos centralizados com acesso a praça central que é sem dúvida uma parada obrigatória a todos que visitam o local. São diversos perfis de culinária, opções de bebidas e até snacks mais rápidos. Um belo convite para visualizar a majestosa paisagem, degustando e provando as delícias da culinária portuguesa acompanhada de uma bela taça de vinho português.

Finalizo com um relato pessoal de quem já visitou inúmeros museus e obras mundo a fora voltados ao mundo dos vinhos, e sem dúvida o World of Wine (WOW) é e será um marco para o patrimônio histórico-cultural do vinho e do povo português. Saúde !!!

Mais informações: http://www.wow.pt

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O Vinho e a Caça são dois temas que se harmonizam perfeitamente quando analisamos as suas participações na história, na cultura e na economia da Europa e também de vários outros países. Ambos tem histórias que se confundem com a própria história da humanidade. Participam dos hábitos culturais dos povos, e registram números importantes na economia européia direta e indiretamente. A realeza e os nobres sempre estiveram presentes degustando os melhores vinhos e praticando ativamente a arte cinegética.

Há aspectos interessantes e que se assemelham quando analisamos essas duas grandes forças no Velho Mundo. Pessoas envolvidas nesses dois setores possuem em comum algumas características como paciência, auto-controle e amam observar cada detalhe da natureza. Essas duas atividades contribuem também expressivamente para o turismo regional e muitas vezes exercem importâncias econômicas vitais em determinadas regiões.

As grandes feiras importantes de negócios desses dois setores Vinho e a Caça, evidenciam a grandiosidade e importância desses segmentos para a economia do continente. Inúmeros são os rótulos de vinhos que trazem histórias relacionadas com a caça.

O hábito de caçar ou até mesmo de degustar carnes de caças é muito comum em inúmeros países. Suas carnes muitas vezes expressam verdadeiramente seu terroir igualmente aos vinhos, e seus aromas e sabores são adquiridos pela sua dieta natural rica, com ganho de músculos através do exercício que esses animais praticam subindo e descendo montanhas íngremes em busca de alimentos, água e de se reproduzirem. Já os vinhos são sempre a expressão dos seus terroirs e esses baseados nos dados de seus climas, do solos, das escolhas das castas e a própria ação humana que participa de todo o processo desde as vinhas ao vinho pronto.

As carnes de caça apresentam aromas e sabores intensos e complexos e é necessário uma atenção especial no momento de escolher a melhor harmonia com o vinho

O Javali ( Sus scrofa ) é um animal omnívoro, mas que possui preferência em sua dieta por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Uma bela sugestão para harmonizar com essa carne seriam vinhos mais densos, encorpados e com mais estrutura para acompanhar as características dessa carne, minha sugestão é Touriga Nacional (Dão) , Cabernet Sauvignon (Macedônia) , Tempranillo (Laguardia) , Barolo (Piedmont) entre outros que acompanhassem essas características. 

Já a carne de Veado, de Corço ou Gamo ( Cervidae ) apresentam como diferencial serem provindas de animais livres e que se movimentam constantemente em busca de alimentos, sua alimentação é variável e natural o que enriquece o sabor, são carnes mais magras , leves, saudáveis e com sabor característico. Uma boa harmonização poderia ser vinhos tintos de corpo médio, delicados e elegantes como um Pinot Noir (Borgonha), Sangiovese (Chianti) , Montepulciano d’Abruzzo (Abruzzo) , Carménère (Vale do Colchagua). 

Já tive oportunidade de vivenciar esses dois apaixonantes mundos os do Vinho e o da Caça, e ambos coabitando em perfeita sinergia, vi a presença dessas duas atividades em inúmeros lugares por onde já passei como por exemplo no Vale do Loire na França, no Vale do Mosel na Alemanha, na região das Beiras e Alentejo em Portugal . 

Pra mim o mundo dos vinhos no início era somente um hobby e depois se tornou nível profissional , já o mundo da caça foi uma grande surpresa, apresentado por familiares e amigos que fiz durante esses últimos anos e ao qual acompanho suas atividades mesmo que por vezes somente virtualmente. Sem dúvida, observei o quão maravilhoso é se fazer o que se gosta e o que lhe proporciona verdadeiramente prazer, vi inúmeras vezes o brilho nos olhos dos vinhateiros e dos caçadores, percebi a descarga de adrenalina correndo nas veias em quem se produz vinho e em quem encontra sua presa, vivenciei momentos inesquecíveis e que sem dúvidas me agregaram muito em aprendizado na minha vida. 

Agradeço a todos os amigos produtores e enólogos do Mundo dos Vinhos e aos familiares e amigos do Mundo da Caça que me permitiram conhecer e aprender mais sobre esses dois fantásticos prazeres da vida. Que Baco e Diana possam continuar vos abençoando para que façam a cada dia mais vinhos magníficos e que obtenham os seus tão desejados trofeus.

Saúde ! Santé ! Cheers !

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No dia 12 de Junho é celebrado no Brasil o Dia dos Namorados e uma harmonização perfeita é a união do VINHO e do AMOR. Li inúmeras frases e definições do significado da palavra AMOR , um dos sentimentos mais fantásticos que existe e escolhi alguns trechos que considero importantes e que o correlaciona com o mundo dos VINHOS.

O AMOR é uma ligação afetiva e até espiritual que requer grande dedicação e cuidados constantes. Sem dúvida é exatamente isso que os produtores de VINHO sentem nos 365 dias do ano, em que se dedicam de corpo e alma primeiramente em produzirem as mais perfeitas uvas, visando as características que planejaram aos seus vinhos que desejam elaborar.

O sentimento do AMOR é quando entramos no tempo do outro , é aquilo que é o objeto que nos invade de entusiasmo e nos desafia em nossa busca de fazer mais e melhor. Esperar pelos processos naturais em que a vinificação acontece é necessário ter paciência e acompanhar cada detalhe do tempo no processo de fermentação, onde através de inúmeras reações bioquímicas o mostro é convertido em VINHO. São muitas as etapas para se elaborar essa bebida tão especial, os enólogos são invadidos de grande entusiasmo para atingirem a sua tão sonhada obra de arte.

O AMOR é a única coisa que transcende o tempo e o espaço. Para quem conhece a grande capacidade de guarda dos grandes VINHOS do Porto, da Madeira, Gran Crus da Borgonha, Barolos de Piemonte , Bagas da Bairrada , Touriga Nacional do Dão … dentre muitos outros, sabem bem que o tempo pode ser um fantástico aliado para transcende-los ao ápice das suas qualidades organolépticas. Em grandes pipas ou até em pequenas barricas o vinho vai se transformando, se moldando, se mostrando … para o deleite dos enófilos apaixonados por grandes VINHOS.

Claro que num dia especial como hoje não poderia deixar de fazer uma declaração de verdadeiro AMOR a está bebida que tanto me transformou, que me faz viajar em cada gole degustado, que tanto me ensina e que tanto mexe com a minha emoção. Constato e afirmo que sem sombra de qualquer dúvida, o VINHO é uma verdadeira expressão do mais valioso amor que alguém pode sentir através de uma bebida. Que o dia de hoje possa ser marcado por inúmeras celebrações ao AMOR e a bebida de Baco , o VINHO. Saúde a Todos !

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No Brasil um em cada quatro consumidores de vinhos fazem suas compras através de lojas digitais. O mercado online brasileiro é o terceiro maior mercado de vendas de vinhos através da internet, ficando só atrás da China e do Reino Unido. O Brasil possui 8 milhões de consumidores de vinhos que utilizam as plataformas online, sendo que destes 1,7 milhões fazem suas compras regularmente por esses canais. Todos esses dados fazem parte de um estudo inédito sobre o perfil do consumidor online de vinhos no Brasil, pela Wine Intelligence.

São inúmeros os motivos que tem levado os consumidores de vinhos brasileiros utilizarem a internet para efetuarem suas compras. Destaco como o mais importante o fato do perfil do consumidor de vinhos estar a cada momento sofrendo mudanças influenciadas pela modernidade e o pelo aumento das interações tecnológicas que a era digital trouxe, fazendo com que em poucos cliques uma compra seja concluída, trazendo experiências facilitadoras à vida cotidiana e cheia de atribuições das pessoas.

Outras razões que contribuem para esses dados acima mencionados são a comodidade de efetuarem suas compras de qualquer lugar, terem na palma da mão inúmeras lojas podendo assim fazerem suas comparações e pesquisas, estar a seu dispor uma grande variedade de rótulos de vinhos dos quatro cantos do planeta, agilidade em concluir suas compras, variedade de formas de pagamentos, evitarem o gasto de tempo com deslocamentos no trânsito sobretudo em grandes cidades e rápido recebimento do produto.

Mas há também alguns detalhes importantes que os consumidores deveriam se atentar no momento da escolha da plataforma e dos produtos em suas compras online para evitarem certos transtornos. É comum observar no mercado digital brasileiro algumas lojas oferencendo certas quantidades de garrafas por valores baixíssimos e que muitas vezes são até abaixo do custo de produção de um vinho, fato esse que já vem sendo observado por alguns enófilos mais experientes, que já vivenciaram comprar essas “promoções vínicas” e ficaram desapontados com o que receberam em suas casas. Já há outros consumidores brasileiros exigentes que conhecem o custo em produzir e nacionalizar o vinho no mercado brasileiro com tantos impostos e burocracias, levando-os até ficarem admirados da oferta de um “teórico líquido” chamado vinho por preços tão insignificantes. Claro que estamos falando de um mercado online que visa vender quantidades em detrimento de qualidade da bebida de Baco, o vinho. E vale lembrar que vinho com qualidade não necessariamente precisa ser caro.

A segurança das transações online com os dados dos clientes também são sempre um fator de preocupação, por isso as empresas sérias tem investido a cada dia em mais eficiência em suas ferramentas que proporcionem cada vez mais segurança ao consumidor online. Ter uma boa referência de outros consumidores também é uma forma eficaz de diminuir a probabilidade de problemas em suas compras de vinhos online.

Essa forma de comprar vinhos no Brasil através de poucos cliques é fantástica, pois acima de tudo facilita a vida das pessoas e abre um leque de oportunidades de degustarem e sentirem o mundo através de uma bebida milenar e que nos enche verdadeiramente de muita cultura, o vinho.

Desejo a todos boas escolhas e excelentes experiências em suas compras de vinhos online !!!

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FONTES:
*Wine Intelligence
https://www.wine-xt.com/pt-br/blog/2018/3/14/c3r2s2weo2k2wa8ja6099m98ueqj5l

Ilha da Madeira

Esse paraíso português chamado ilha da Madeira é formado por um arquipélago com as ilhas Madeira, Porto Santo, Selvagens e Desertas. Está localizado cerca de 978 km de Lisboa, 700 km de Marrocos, e cerca de 450 km das Ilhas Canárias.

Nesse lugar mágico no meio do oceano Atlântico se produz um vinho único no mundo, o Vinho Madeira, que além de ser um vinho riquíssimo em aromas e sabores, apresenta uma excelente acidez e um alto potencial de guarda que surpreende a todos.
Esse nobre vinho foi referenciado por diversas personalidades históricas como Napoleão Bonaparte e Winston Churchill. Foi servido para celebrar a independência dos Estados Unidos (1776) e era o vinho favorito de George Washington, Benjamin Franklin, John Adams e Thomas Jefferson, segundo relatos contados na ilha.

São inúmeras as características que torna o vinho de Denominação de Origem Controlada MADEIRA singular e especial para o mundo dos vinhos. Esse vinho tem mais de cinco séculos de história, é um símbolo de distinção e nobreza, e isso se explica por esse néctar magnífico cheio de caráter, ser exótico, de um estilo de produção muito peculiar e de proporcionar sensações únicas de prazer a quem o degusta.

Quanto as Características do Terroir

A ilha da Madeira é uma pequena região vitivinícola com cerca de 500 ha de área plantada. Seu solo têm origem predominante basáltica, são argilosos e ácidos. Já o clima devido a sua posição geográfica e as suas características orográficas é temperado nas regiões altas das costas Norte e Sul, mas subtropical nas áreas mais baixas da costa Sul. As vinhas são basicamente plantadas em pequenas parcelas em espaços nas encostas íngremes, chamados “poios“, que são uma espécie de terraços que acomodam as videiras. A forma mais tradicional é o sistema de latada ou pérgola, mas há também produção em espaldeira o que confere uma maior produtividade por hectare.

Quanto as Castas Cultivadas

Malvasia, Boal, Verdelho, Sercial e Terrantez são as castas brancas cultivadas na ilha da Madeira, já a casta Tinta Negra é a única tinta plantada e eqüivale a 90% das vinhas cultivadas na ilha, devido a sua alta produtividade, menor exigência e por apresentar ciclo mais curto, um detalhe interessante é quando não houver designação da casta no rótulo da garrafa de um vinho Madeira, com quase toda certeza podemos afirmar que é um vinho produzido com a Tinta Negra.

Quanto ao Estilo de Produção

Após a descoberta das Índias, as caravelas levavam imensas quantidades de vinho e perceberam que o vinho que retornavam a ilha estava muito melhor, apresentando características organolépticas extraordinárias. E isto era devido o vinho passar por longos períodos sob temperaturas elevadas durante a viagem e sob o balaço das ondas, ficou conhecido pelo nome de “Vinho da Roda” por dar a volta ao mundo nas rotas ocidente e oriente. Então resolveram aplicar as mesmas condições e produzir o vinho diferenciado na ilha. O vinho Madeira se diferencia dos outros vinhos por detalhes específicos em parte da sua produção, onde acontece uma “desidratação do vinho” por dois métodos :

  • Canteiro
    Simulando o que acontecia nas caravelas, o vinho é estocado em barricas sobre pranchas de madeira chamados canteiros e colocados muito próximos ao teto dos sótãos dos armazéns de produção por cerca de 5 anos.
  • Estufagem
    O vinho é colocado em grandes tanques sob uma temperatura controlada de 45°C por cerca de 3 meses, permitindo produzir uma maior quantidade de vinho em menor quantidade de tempo.

Quanto as Características do Vinho

O vinho Madeira é um vinho fortificado que apresenta uma fantástica acidez e alto potencial de guarda. Suas características organolépticas são vastas e depende de cada estilo ou casta que estamos degustando. Quanto as cores podemos ter uma linda paleta de cores e os aromas vão desde frutos cítricos, especiarias variadas, amêndoas, frutas cristalizadas, ervas secas e que podem formar uma verdadeira riqueza de aromas conforme o tempo de avaliação do vinho. Já em boca, apresenta-se com boa densidade, como um vinho cheio, bem estruturado e de grande concentração. Pode apresentar forte presença de madeira e taninos firmes em garrafas consagradas especiais. Esse vinho permite uma imensidade de opções de harmonizações, o que o torna exatamente versátil nesta arte.

Um curiosidade com uma casta produzida na ilha é um ditado popular.
” Terrantez, cujas uvas não as comas nem as dês, que para o vinho Deus as fez. “
Esse ditado é devido esta uva quando comida fresca não é nada agradável em termos de sabor, uma acidez muito elevada. Já o vinho é sensacionalmente delicioso, e esse desta safra 1977 parece que é realmente um néctar diferenciado. Aliás a safra 1977 produziu inúmeras coisas boas, inclusive a autora deste texto. 😉

Essa deslumbrante ilha me surpreendeu verdadeiramente por várias razões, pela sua imensa beleza natural, pela sua riqueza em histórias e pela produção de vinhos sensacionais. Li em algum lugar que a “Madeira é um vinho com o nome de ilha, de uma ilha com o nome de vinho”, mas ao meu ver, ela é muito mais que uma bela ilha turística e uma Denominação de Origem Controlada, ela é uma verdadeira imersão em cultura e ter ido lá foi um enorme ganho de experiência para uma enófila apaixonada por vinhos de qualidade superior como eu.

Madeira até já !!!

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A ilha do Pico se localizada no meio do Oceano Atlântico no arquipélago dos Açores, que é composto por 9 ilhas. É um terroir icônico para o mundo dos vinhos devido sua história e a sua singularidade, e produz vinhos de aromas e sabores únicos. A paisagem da ilha do Pico foi classificada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO (2004), e está preservada até os dias de hoje na sua própria identidade sobre a cultura vínica.

Dados históricos indicam que as primeiras povoações da ilha data o Séc. XV e que as primeiras vinhas foram plantadas pelo Frei Pedro Gigante, que foi o primeiro Pároco da primeira comunidade dessas terras.

A paisagem é impactante, mas mais impactante é conhecer os detalhes de como na época se conseguiu plantar vinhas nesse local tão inóspito. Sobre um manto de um verdadeiro platô de basalto formado por “larvas vulcânicas”enrijecidas, foram implantadas videiras em buracos que segundo relatos de povos locais, contam-nos que por vezes se levava até 7 dias para conseguir perfurar apenas um buraco com ferramentas rudimentares para implantar apenas um pé de videira. Já a terra era trazida de ilhas vizinhas e colocadas nesses furos feitos na larva para poder nutrir a planta.

Está nesse local e tentar se transportar através do tempo observando os detalhes desse lugar me gerou muita emoção, sem dúvida muito trabalho árduo da mão humana teve que ser feito e que é mantido até os dias de hoje. As videiras são protegidas por currais, que são uma espécie de muros de pedras que tem o objetivo de proteger dos fortes ventos, da enorme quantidade de salitos devido está a beira mar e também absorver o calor do sol de dia e liberar a noite para contribuir para uma melhor maturação fenólica dos cachos de uva.

Vinhos elaborados com as suas principais castas tradicionais como a Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez dos Açores se caracterizam pelo frescor, mineralidade e até um leve toque salgado. Mas alguns produtores tem feito experimentos com outras castas e que tem levado a produção de vinhos diferentes.

Uma curiosidade na ilha do Pico é um Wine Bar na beira do Mar chamado Cella Bar, com um interessante formato e aproveitamento de espaços e que ganhou um prêmio de arquitetura 2016. Além de podermos admirar a paisagem linda a beira mar e a obra arquitetônica humana, também podemos degustar e comprar inúmeros rótulos de vinhos de produção da própria ilha.

A melhor imagem da ilha do Pico sem dúvida é a vista a partir da ilha em frente, da ilha da Horta. O Pico é deslumbrante e que leva a inúmeras pessoas lá com objetivos diversos, uns para subirem seu topo com 2.351 metros, onde cravam um desafio de vencer a montanha que por vezes assusta devido tanta inconstância climática, já uma enófila apaixonada como eu, simplesmente o que me levou lá foi o desejo de sentir o impacto dessa paisagem tão deslumbrante que pertence ao Mundo dos Vinhos.

É difícil tentar colocar em palavras um sentimento tão complexo, afinal não sou jornalista e sim só uma enófila apaixonada, mas relatar minhas experiencias com o Mundo dos Vinhos me trás muita satisfação e alegria, sobretudo por está tentando transmitir cultura e por fomentar a cultura vínica.

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