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O Vinho e a Caça são dois temas que se harmonizam perfeitamente quando analisamos as suas participações na história, na cultura e na economia da Europa e também de vários outros países. Ambos tem histórias que se confundem com a própria história da humanidade. Participam dos hábitos culturais dos povos, e registram números importantes na economia européia direta e indiretamente. A realeza e os nobres sempre estiveram presentes degustando os melhores vinhos e praticando ativamente a arte cinegética.

Há aspectos interessantes e que se assemelham quando analisamos essas duas grandes forças no Velho Mundo. Pessoas envolvidas nesses dois setores possuem em comum algumas características como paciência, auto-controle e amam observar cada detalhe da natureza. Essas duas atividades contribuem também expressivamente para o turismo regional e muitas vezes exercem importâncias econômicas vitais em determinadas regiões.

As grandes feiras importantes de negócios desses dois setores Vinho e a Caça, evidenciam a grandiosidade e importância desses segmentos para a economia do continente. Inúmeros são os rótulos de vinhos que trazem histórias relacionadas com a caça.

O hábito de caçar ou até mesmo de degustar carnes de caças é muito comum em inúmeros países. Suas carnes muitas vezes expressam verdadeiramente seu terroir igualmente aos vinhos, e seus aromas e sabores são adquiridos pela sua dieta natural rica, com ganho de músculos através do exercício que esses animais praticam subindo e descendo montanhas íngremes em busca de alimentos, água e de se reproduzirem. Já os vinhos são sempre a expressão dos seus terroirs e esses baseados nos dados de seus climas, do solos, das escolhas das castas e a própria ação humana que participa de todo o processo desde as vinhas ao vinho pronto.

As carnes de caça apresentam aromas e sabores intensos e complexos e é necessário uma atenção especial no momento de escolher a melhor harmonia com o vinho

O Javali ( Sus scrofa ) é um animal omnívoro, mas que possui preferência em sua dieta por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Uma bela sugestão para harmonizar com essa carne seriam vinhos mais densos, encorpados e com mais estrutura para acompanhar as características dessa carne, minha sugestão é Touriga Nacional (Dão) , Cabernet Sauvignon (Macedônia) , Tempranillo (Laguardia) , Barolo (Piedmont) entre outros que acompanhassem essas características. 

Já a carne de Veado, de Corço ou Gamo ( Cervidae ) apresentam como diferencial serem provindas de animais livres e que se movimentam constantemente em busca de alimentos, sua alimentação é variável e natural o que enriquece o sabor, são carnes mais magras , leves, saudáveis e com sabor característico. Uma boa harmonização poderia ser vinhos tintos de corpo médio, delicados e elegantes como um Pinot Noir (Borgonha), Sangiovese (Chianti) , Montepulciano d’Abruzzo (Abruzzo) , Carménère (Vale do Colchagua). 

Já tive oportunidade de vivenciar esses dois apaixonantes mundos os do Vinho e o da Caça, e ambos coabitando em perfeita sinergia, vi a presença dessas duas atividades em inúmeros lugares por onde já passei como por exemplo no Vale do Loire na França, no Vale do Mosel na Alemanha, na região das Beiras e Alentejo em Portugal . 

Pra mim o mundo dos vinhos no início era somente um hobby e depois se tornou nível profissional , já o mundo da caça foi uma grande surpresa, apresentado por familiares e amigos que fiz durante esses últimos anos e ao qual acompanho suas atividades mesmo que por vezes somente virtualmente. Sem dúvida, observei o quão maravilhoso é se fazer o que se gosta e o que lhe proporciona verdadeiramente prazer, vi inúmeras vezes o brilho nos olhos dos vinhateiros e dos caçadores, percebi a descarga de adrenalina correndo nas veias em quem se produz vinho e em quem encontra sua presa, vivenciei momentos inesquecíveis e que sem dúvidas me agregaram muito em aprendizado na minha vida. 

Agradeço a todos os amigos produtores e enólogos do Mundo dos Vinhos e aos familiares e amigos do Mundo da Caça que me permitiram conhecer e aprender mais sobre esses dois fantásticos prazeres da vida. Que Baco e Diana possam continuar vos abençoando para que façam a cada dia mais vinhos magníficos e que obtenham os seus tão desejados trofeus.

Saúde ! Santé ! Cheers !

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No dia 12 de Junho é celebrado no Brasil o Dia dos Namorados e uma harmonização perfeita é a união do VINHO e do AMOR. Li inúmeras frases e definições do significado da palavra AMOR , um dos sentimentos mais fantásticos que existe e escolhi alguns trechos que considero importantes e que o correlaciona com o mundo dos VINHOS.

O AMOR é uma ligação afetiva e até espiritual que requer grande dedicação e cuidados constantes. Sem dúvida é exatamente isso que os produtores de VINHO sentem nos 365 dias do ano, em que se dedicam de corpo e alma primeiramente em produzirem as mais perfeitas uvas, visando as características que planejaram aos seus vinhos que desejam elaborar.

O sentimento do AMOR é quando entramos no tempo do outro , é aquilo que é o objeto que nos invade de entusiasmo e nos desafia em nossa busca de fazer mais e melhor. Esperar pelos processos naturais em que a vinificação acontece é necessário ter paciência e acompanhar cada detalhe do tempo no processo de fermentação, onde através de inúmeras reações bioquímicas o mostro é convertido em VINHO. São muitas as etapas para se elaborar essa bebida tão especial, os enólogos são invadidos de grande entusiasmo para atingirem a sua tão sonhada obra de arte.

O AMOR é a única coisa que transcende o tempo e o espaço. Para quem conhece a grande capacidade de guarda dos grandes VINHOS do Porto, da Madeira, Gran Crus da Borgonha, Barolos de Piemonte , Bagas da Bairrada , Touriga Nacional do Dão … dentre muitos outros, sabem bem que o tempo pode ser um fantástico aliado para transcende-los ao ápice das suas qualidades organolépticas. Em grandes pipas ou até em pequenas barricas o vinho vai se transformando, se moldando, se mostrando … para o deleite dos enófilos apaixonados por grandes VINHOS.

Claro que num dia especial como hoje não poderia deixar de fazer uma declaração de verdadeiro AMOR a está bebida que tanto me transformou, que me faz viajar em cada gole degustado, que tanto me ensina e que tanto mexe com a minha emoção. Constato e afirmo que sem sombra de qualquer dúvida, o VINHO é uma verdadeira expressão do mais valioso amor que alguém pode sentir através de uma bebida. Que o dia de hoje possa ser marcado por inúmeras celebrações ao AMOR e a bebida de Baco , o VINHO. Saúde a Todos !

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No Brasil um em cada quatro consumidores de vinhos fazem suas compras através de lojas digitais. O mercado online brasileiro é o terceiro maior mercado de vendas de vinhos através da internet, ficando só atrás da China e do Reino Unido. O Brasil possui 8 milhões de consumidores de vinhos que utilizam as plataformas online, sendo que destes 1,7 milhões fazem suas compras regularmente por esses canais. Todos esses dados fazem parte de um estudo inédito sobre o perfil do consumidor online de vinhos no Brasil, pela Wine Intelligence.

São inúmeros os motivos que tem levado os consumidores de vinhos brasileiros utilizarem a internet para efetuarem suas compras. Destaco como o mais importante o fato do perfil do consumidor de vinhos estar a cada momento sofrendo mudanças influenciadas pela modernidade e o pelo aumento das interações tecnológicas que a era digital trouxe, fazendo com que em poucos cliques uma compra seja concluída, trazendo experiências facilitadoras à vida cotidiana e cheia de atribuições das pessoas.

Outras razões que contribuem para esses dados acima mencionados são a comodidade de efetuarem suas compras de qualquer lugar, terem na palma da mão inúmeras lojas podendo assim fazerem suas comparações e pesquisas, estar a seu dispor uma grande variedade de rótulos de vinhos dos quatro cantos do planeta, agilidade em concluir suas compras, variedade de formas de pagamentos, evitarem o gasto de tempo com deslocamentos no trânsito sobretudo em grandes cidades e rápido recebimento do produto.

Mas há também alguns detalhes importantes que os consumidores deveriam se atentar no momento da escolha da plataforma e dos produtos em suas compras online para evitarem certos transtornos. É comum observar no mercado digital brasileiro algumas lojas oferencendo certas quantidades de garrafas por valores baixíssimos e que muitas vezes são até abaixo do custo de produção de um vinho, fato esse que já vem sendo observado por alguns enófilos mais experientes, que já vivenciaram comprar essas “promoções vínicas” e ficaram desapontados com o que receberam em suas casas. Já há outros consumidores brasileiros exigentes que conhecem o custo em produzir e nacionalizar o vinho no mercado brasileiro com tantos impostos e burocracias, levando-os até ficarem admirados da oferta de um “teórico líquido” chamado vinho por preços tão insignificantes. Claro que estamos falando de um mercado online que visa vender quantidades em detrimento de qualidade da bebida de Baco, o vinho. E vale lembrar que vinho com qualidade não necessariamente precisa ser caro.

A segurança das transações online com os dados dos clientes também são sempre um fator de preocupação, por isso as empresas sérias tem investido a cada dia em mais eficiência em suas ferramentas que proporcionem cada vez mais segurança ao consumidor online. Ter uma boa referência de outros consumidores também é uma forma eficaz de diminuir a probabilidade de problemas em suas compras de vinhos online.

Essa forma de comprar vinhos no Brasil através de poucos cliques é fantástica, pois acima de tudo facilita a vida das pessoas e abre um leque de oportunidades de degustarem e sentirem o mundo através de uma bebida milenar e que nos enche verdadeiramente de muita cultura, o vinho.

Desejo a todos boas escolhas e excelentes experiências em suas compras de vinhos online !!!

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FONTES:
*Wine Intelligence
https://www.wine-xt.com/pt-br/blog/2018/3/14/c3r2s2weo2k2wa8ja6099m98ueqj5l

Ilha da Madeira

Esse paraíso português chamado ilha da Madeira é formado por um arquipélago com as ilhas Madeira, Porto Santo, Selvagens e Desertas. Está localizado cerca de 978 km de Lisboa, 700 km de Marrocos, e cerca de 450 km das Ilhas Canárias.

Nesse lugar mágico no meio do oceano Atlântico se produz um vinho único no mundo, o Vinho Madeira, que além de ser um vinho riquíssimo em aromas e sabores, apresenta uma excelente acidez e um alto potencial de guarda que surpreende a todos.
Esse nobre vinho foi referenciado por diversas personalidades históricas como Napoleão Bonaparte e Winston Churchill. Foi servido para celebrar a independência dos Estados Unidos (1776) e era o vinho favorito de George Washington, Benjamin Franklin, John Adams e Thomas Jefferson, segundo relatos contados na ilha.

São inúmeras as características que torna o vinho de Denominação de Origem Controlada MADEIRA singular e especial para o mundo dos vinhos. Esse vinho tem mais de cinco séculos de história, é um símbolo de distinção e nobreza, e isso se explica por esse néctar magnífico cheio de caráter, ser exótico, de um estilo de produção muito peculiar e de proporcionar sensações únicas de prazer a quem o degusta.

Quanto as Características do Terroir

A ilha da Madeira é uma pequena região vitivinícola com cerca de 500 ha de área plantada. Seu solo têm origem predominante basáltica, são argilosos e ácidos. Já o clima devido a sua posição geográfica e as suas características orográficas é temperado nas regiões altas das costas Norte e Sul, mas subtropical nas áreas mais baixas da costa Sul. As vinhas são basicamente plantadas em pequenas parcelas em espaços nas encostas íngremes, chamados “poios“, que são uma espécie de terraços que acomodam as videiras. A forma mais tradicional é o sistema de latada ou pérgola, mas há também produção em espaldeira o que confere uma maior produtividade por hectare.

Quanto as Castas Cultivadas

Malvasia, Boal, Verdelho, Sercial e Terrantez são as castas brancas cultivadas na ilha da Madeira, já a casta Tinta Negra é a única tinta plantada e eqüivale a 90% das vinhas cultivadas na ilha, devido a sua alta produtividade, menor exigência e por apresentar ciclo mais curto, um detalhe interessante é quando não houver designação da casta no rótulo da garrafa de um vinho Madeira, com quase toda certeza podemos afirmar que é um vinho produzido com a Tinta Negra.

Quanto ao Estilo de Produção

Após a descoberta das Índias, as caravelas levavam imensas quantidades de vinho e perceberam que o vinho que retornavam a ilha estava muito melhor, apresentando características organolépticas extraordinárias. E isto era devido o vinho passar por longos períodos sob temperaturas elevadas durante a viagem e sob o balaço das ondas, ficou conhecido pelo nome de “Vinho da Roda” por dar a volta ao mundo nas rotas ocidente e oriente. Então resolveram aplicar as mesmas condições e produzir o vinho diferenciado na ilha. O vinho Madeira se diferencia dos outros vinhos por detalhes específicos em parte da sua produção, onde acontece uma “desidratação do vinho” por dois métodos :

  • Canteiro
    Simulando o que acontecia nas caravelas, o vinho é estocado em barricas sobre pranchas de madeira chamados canteiros e colocados muito próximos ao teto dos sótãos dos armazéns de produção por cerca de 5 anos.
  • Estufagem
    O vinho é colocado em grandes tanques sob uma temperatura controlada de 45°C por cerca de 3 meses, permitindo produzir uma maior quantidade de vinho em menor quantidade de tempo.

Quanto as Características do Vinho

O vinho Madeira é um vinho fortificado que apresenta uma fantástica acidez e alto potencial de guarda. Suas características organolépticas são vastas e depende de cada estilo ou casta que estamos degustando. Quanto as cores podemos ter uma linda paleta de cores e os aromas vão desde frutos cítricos, especiarias variadas, amêndoas, frutas cristalizadas, ervas secas e que podem formar uma verdadeira riqueza de aromas conforme o tempo de avaliação do vinho. Já em boca, apresenta-se com boa densidade, como um vinho cheio, bem estruturado e de grande concentração. Pode apresentar forte presença de madeira e taninos firmes em garrafas consagradas especiais. Esse vinho permite uma imensidade de opções de harmonizações, o que o torna exatamente versátil nesta arte.

Um curiosidade com uma casta produzida na ilha é um ditado popular.
” Terrantez, cujas uvas não as comas nem as dês, que para o vinho Deus as fez. “
Esse ditado é devido esta uva quando comida fresca não é nada agradável em termos de sabor, uma acidez muito elevada. Já o vinho é sensacionalmente delicioso, e esse desta safra 1977 parece que é realmente um néctar diferenciado. Aliás a safra 1977 produziu inúmeras coisas boas, inclusive a autora deste texto. 😉

Essa deslumbrante ilha me surpreendeu verdadeiramente por várias razões, pela sua imensa beleza natural, pela sua riqueza em histórias e pela produção de vinhos sensacionais. Li em algum lugar que a “Madeira é um vinho com o nome de ilha, de uma ilha com o nome de vinho”, mas ao meu ver, ela é muito mais que uma bela ilha turística e uma Denominação de Origem Controlada, ela é uma verdadeira imersão em cultura e ter ido lá foi um enorme ganho de experiência para uma enófila apaixonada por vinhos de qualidade superior como eu.

Madeira até já !!!

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A ilha do Pico se localizada no meio do Oceano Atlântico no arquipélago dos Açores, que é composto por 9 ilhas. É um terroir icônico para o mundo dos vinhos devido sua história e a sua singularidade, e produz vinhos de aromas e sabores únicos. A paisagem da ilha do Pico foi classificada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO (2004), e está preservada até os dias de hoje na sua própria identidade sobre a cultura vínica.

Dados históricos indicam que as primeiras povoações da ilha data o Séc. XV e que as primeiras vinhas foram plantadas pelo Frei Pedro Gigante, que foi o primeiro Pároco da primeira comunidade dessas terras.

A paisagem é impactante, mas mais impactante é conhecer os detalhes de como na época se conseguiu plantar vinhas nesse local tão inóspito. Sobre um manto de um verdadeiro platô de basalto formado por “larvas vulcânicas”enrijecidas, foram implantadas videiras em buracos que segundo relatos de povos locais, contam-nos que por vezes se levava até 7 dias para conseguir perfurar apenas um buraco com ferramentas rudimentares para implantar apenas um pé de videira. Já a terra era trazida de ilhas vizinhas e colocadas nesses furos feitos na larva para poder nutrir a planta.

Está nesse local e tentar se transportar através do tempo observando os detalhes desse lugar me gerou muita emoção, sem dúvida muito trabalho árduo da mão humana teve que ser feito e que é mantido até os dias de hoje. As videiras são protegidas por currais, que são uma espécie de muros de pedras que tem o objetivo de proteger dos fortes ventos, da enorme quantidade de salitos devido está a beira mar e também absorver o calor do sol de dia e liberar a noite para contribuir para uma melhor maturação fenólica dos cachos de uva.

Vinhos elaborados com as suas principais castas tradicionais como a Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez dos Açores se caracterizam pelo frescor, mineralidade e até um leve toque salgado. Mas alguns produtores tem feito experimentos com outras castas e que tem levado a produção de vinhos diferentes.

Uma curiosidade na ilha do Pico é um Wine Bar na beira do Mar chamado Cella Bar, com um interessante formato e aproveitamento de espaços e que ganhou um prêmio de arquitetura 2016. Além de podermos admirar a paisagem linda a beira mar e a obra arquitetônica humana, também podemos degustar e comprar inúmeros rótulos de vinhos de produção da própria ilha.

A melhor imagem da ilha do Pico sem dúvida é a vista a partir da ilha em frente, da ilha da Horta. O Pico é deslumbrante e que leva a inúmeras pessoas lá com objetivos diversos, uns para subirem seu topo com 2.351 metros, onde cravam um desafio de vencer a montanha que por vezes assusta devido tanta inconstância climática, já uma enófila apaixonada como eu, simplesmente o que me levou lá foi o desejo de sentir o impacto dessa paisagem tão deslumbrante que pertence ao Mundo dos Vinhos.

É difícil tentar colocar em palavras um sentimento tão complexo, afinal não sou jornalista e sim só uma enófila apaixonada, mas relatar minhas experiencias com o Mundo dos Vinhos me trás muita satisfação e alegria, sobretudo por está tentando transmitir cultura e por fomentar a cultura vínica.

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Ele se chama Mário Augusto Moreira Briosa Neves, economista de formação, casado, possui 69 anos de idade e destes, 40 ao menos foram dedicados exclusivamente ao Mundo dos Vinhos. Percorreu todos os continentes do globo por diversas vezes e em cada país que visitou levou um pouco de Portugal consigo através de um dos mais maravilhosos produtos produzidos em terras lusitanas, o vinho português. Nesse momento após reforma-se, Mário Neves concentra-se no projeto da família com os vinhos Nelson Neves e prepara-se para juntar todas as recordações em um livro de memórias.

Mário Neves relata em meio as suas vinhas de Merlot, plantadas em uma propriedade de família com cerca de 5 hectares, localizada na freguesia de Sangalhos na região da Bairrada, algumas recordações de infância e conta um pouco da sua história de vida.

A propriedade fica situada exatamente na rua Nelson Neves, rua que recebe o nome do seu pai, em pleno coração da Bairrada, região vitivinícola que apresenta solos argilo-calcários e pelas características micro­climáticas peculiares a torna com boas características para a produção de uvas Merlot em Portugal, a qual o seu pai foi pioneiro em produzi-la na região.

Durante o passar de muitas décadas e de gerações, muitas coisas mudaram na produção vitivinícola da família. Hoje a família se concentra na produção e comercialização dos vinhos NELSON NEVES, que recebe homenagem ao nome do patriarca da família. Seu rótulo esboça um símbolo que retrata as suas paixões, o basquete ball, a música e as uvas.

Mário Neves tem muita história para compartilhar, e essas sempre ricas em detalhes que fazem parte das suas lembranças. Nessas imagens acima na cave da família ele mostra rótulos muito antigos e cheios de histórias. Ele é sempre dono de um humor incrível, gentil e agradável com todos ao seu redor, tem amigos nos quatro cantos do mundo e conhece incontáveis lugares para se comer e beber bem no planeta terra.

O Grande Senhor do Vinho Português espalhou e espalha por onde passa o nome de Portugal em grande estilo. Suas experiências no mercado global do Mundo dos Vinhos é icônica e difícil alguém conseguir se assemelhar. Sua enorme vivência em degustar e conhecer com mais intimidade os vinhos do mundo, trouxe a ele um enorme Know-how e muito respeito por parte de todos.

Ele é um grande admirador da casta italiana Nebbiolo, talvez por alguma semelhança com a mais bairradina das castas, a Baga. Mas confessa que após circular o mundo e provar vinhos muito bons pra todos os lados, afirma que o melhor vinho do mundo é o vinho português, sobretudo o vinho da Bairrada, o Vinum Baerradinum. E com essa visão globalizada do mundo dos vinhos ele defende pontos de vistas firmes para melhorar ainda mais a identidade das regiões portuguesas, onde afirma que, é preciso se fazer vinhos com as mesmas castas nas regiões por diversos produtores, criando assim uma identidade e dando a oportunidade desses vinhos serem colocado na rota do mapa do mundo dos vinhos. Quando defende esse ponto vista compara logo aos italianos com seus Barolos, onde a uva Nebbiolo confere bem essa defesa.

Ao lado da sua amada e esposa Margarida Barreiros, Mário Neves pousa para um registro fotográfico ao meu lado, e claro sem deixar de fora a garrafa do seu vinho Nelson Neves. Bem haja meu amigo querido Mário Neves aos seus próximos 70 anos cheios de saúde, histórias e partilha de experiências !!!

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Bacozon e Quinta dos Abibes em noite de apresentação do vinho (1792 Baga & Bical) .

Com uma trajetória fantástica cheia de inovações, a Quinta dos Abibes lança no mercado um surpreendente Semi Blanc de Noir, o vinho 1792 Baga & Bical.

1.Quanto ao Vinho

Ele é um DOC Bairrada 2017, produzidos com 50% de Baga e 50% com Bical. Sua classificação quanto a cor é branco, mas não é qualquer branco tranquilo não, ele é um Semi Blanc de Noir fantástico, de aspecto cristalino e cor citrina, aromas frescos de frutas e florais, com um sabor memorável que evidencia a sua elegância e equilíbrio. Estagiou em garrafa por 12 meses e possui teor alcoólico de 12,5%.

2. Quanto ao Nome do Vinho ( 1792 Baga & Bical )

Em 2003 foi encontrado uma pia de pedra calcária soterrada, com uma inscrição datada de 1792, actualmente exposta na área da entrada da Adega. Pesquisas evidenciaram que parcelas da Quinta dos Abibes, faziam parte da então antiga Quinta da Murteira, fato desconhecido pelo proprietário na época da aquisição da propriedade, mas de extrema relevância por comprovar que ali já se faziam vinho desde o Séc. XVIII.

3.Quanto as Castas Escolhidas

A rainha da Bairrada a Baga dar ao vinho estrutura, acidez presente e um retrogosto inesquecível, já a branca Bical embeleza esse belíssimo vinho com aromas repletos de componentes florais, o resultado é um vinho que marca uma enófilas como eu, pela sua elegância, pela sua harmonia e por um verdadeiro equilíbrio do casamento de duas castas emblemáticas da região da Bairrada, uma tinta e outra branca. Um vinho para guardar na memória e no coração, um Semi Blanc de Noir com as castas bairradinas Baga e Bical

4. Sobre o Autor da Obra de Arte

Prof. Francisco Batel Marques – Quinta dos Abibes

Conhecido e respeitado por todos, dono de um currículo extenso e invejável em diversas áreas de pesquisas, o Prof. Francisco Jorge Batel Marques é o que podemos dizer, um homem com uma busca incansável por qualidade e por inovação. O resultado do seu trabalho cheio de maestria como um winemaker de excelência que o é, podemos comprovar através dos seus néctares verdadeiramente Sublimes.

5. Apresentação e Embalagem ao Consumidor

Imagem da caixa com 3 garrafas do vinho 1792 Baga & Bical da Quinta dos Abibes

Sua apresentação é digna de requinte, beleza e de muito bom gosto. O preto e dourado retratam a sua sofisticação e distinção. Sua cápsula em cera mostra o acabamento perfeito da sua obra. Esse belo vinho branco da Bairrada está grafado em minha lista de provas de grandes vinhos brancos inesquecíveis.

Prof. Francisco Batel Marques e Dayane Casal nos vinhedos da Quinta dos Abibes

Aqui fica meu agradecimento a Quinta dos Abibes pela obra realizada e pela partilha com todos nós, enófilos apaixonados por vinho de qualidade superior !!!

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As festas de final de ano se aproximam e eles os vinhos «  Espumantes, Champagnes , Franciacortas, Cavas, Spakling Wines, Proseccos , Sekt , Crèmant … «  produzidos em inúmeros lugares do mundo, são sempre associados a comemorações, a celebrações, a alegria. Mas gostaria de esclarecer inicialmente aos leitores que essas bebidas deliciosas podem ser consumidas em qualquer ocasião da vida cotidiana. A exemplo podem ser servidos em um welcome drink , acompanhando uma refeição completa, à beira da piscina, nos passeios de barcos e nos encontros com os amigos. É muito harmônico com nosso clima brasileiro e sobretudo com o clima Amazônico por ser refrescante, agradável além de serem extremamente elegantes.

A ação de brindar é um costume e prática muito antiga e existem muitas referencias históricas a esse ato em diversos momentos das civilizações. Na Grécia antiga inúmeros brindes eram elevados ao deus do vinho grego, Dionísio. Já os romanos derramavam um pouco do vinho ao chão no momento do brinde com o objetivo de compartilhar a bebida com os seus deuses, sobretudo com Baco, deus do vinho dos romanos. Há narrativas na história que relatam que esse ato também selava o fim de conflitos, pois na época era muito trivial envenenar o inimigo com veneno nas bebidas, então o ato de brindar forte onde se passava a bebida para a outra taça, era uma demonstração de paz, que a bebida não estava envenenada.

Na atualidade é muito comum praticamente em todas as festas, sobretudo no Réveillon, celebrar a passagem de ano abrindo garrafas de espumantes no momento da virada para elevar brindes com a família e amigos. Essa ação tem como simbolismo, o desejo de um Ano Novo cheio de prosperidade, de esperança e otimismo de um ano novo muito melhor.

São inúmeras as cores, as origens e os estilos de espumantes disponíveis no mercado aos consumidores e claro que essas inúmeras variáveis repercutem nos preços desses produtos. Há consumidores que se interessam por cada detalhes de como essas bebidas foram elaboradas, já há outros, onde foram produzidas e para outros qual o processo de vinificação é a informação mais importante.

Independente de que tipo de consumidor você se enquadra, seguem alguns dados importantes sobre essa deliciosa, versátil e fantástica bebida dos deuses, que simbolizam-se e diferenciam-se dos outros vinhos tranquilos pelo desprendimento de anidrido carbônico, as perlages “as bolhinhas “.

Os espumantes se caracterizam por passarem por uma segunda fermentação e podem ser produzidos por diferentes métodos de vinificação. Além disso podem se diferenciar através do tipo de uvas utilizadas, do terroir onde são produzidos e por detalhes enológicos que cada uma região transmite como identidade dos terroirs em seus produtos . Todos os vinhos espumantes são produzidos a partir de um vinho base, geralmente para elaborar grandes espumantes o vinho base necessita ser muito bem selecionado e loteado. 

Principais Métodos de Produção de Vinhos Gaseificados

1. Método Champanoise
Esse método é chamado também de método Clássico ou Tradicional, onde a segunda fermentação acontece dentro da garrafa por meses ou até anos dependendo do produto, o vinho fica em contato com as leveduras, os produtores têm imenso trabalho e são extremamente detalhista em todos os processos envolvidos o que gera um produto com mais sofisticação, com mais tempo de vinificação e que contribui para produção de um vinho muito mais nobre e elegante.

2. Método Charmat
Já o método Charmat que foi inventado pelo enólogo italiano Frederico Martinotti, mas patenteado pelo pelo francês Eugène Charmat em 1907 é caracterizado pela segunda fermentação acontecer em enormes tanques de aço inox , em cubas fechadas ( Autoclaves ) são produzidos em maiores volumes, em larga escala e seus preços costumam ser infinitamente mais baratos devido o custo de produção ser muito menor.

Dicas de Serviço para Servir em Grande Estilo

Após decidir qual o estilo de espumante você irá servir se atente a temperatura ideal, que deve ser entre (6° à 8°C). Quanto a forma de abrir nunca sacuda a garrafa para não desperdiçar nenhuma gota dessa delícia, retire a cápsula que geralmente é metálica e após afrouxe a gaiola, em seguida pressione o seu dedo polegar sobre a rolha e gire a garrafa, tente não fazer barulho ou obter o som bem discreto, é assim que os profissionais abrem os espumantes. Após abrir a garrafa sirva em taças estilo flute com 2/3 de vinho, avalie a perlage se é com bolhas finas e persistentes, isso é sinal de um bom produto. Não pegue no bojo da taça e sim na haste ou base, para não passar a temperatura da sua mão para o produto, fazendo com que ele esquente e comprometa a sua avaliação.

Agora é só elevar suas taças ao alto em grande estilo com grandes ESPUMANTES ao lado das pessoas que você ama, brindar à vida, à saúde, aos novos planos e aos novos projetos e aos novos horizontes.

Um brinde especial à VOCÊ LEITOR que me acompanhou em cada publicação durante este ano. Desejo um excelente ANO NOVO, que seja repleto de muitos momentos felizes, cheios de realizações, que não falte vinho em sua taça e que esse contribua imensamente com a sua saúde!

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Feliz Ano Novo ! Happy New Year ! Bonne Année !

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A presença dos vinhos nas festas e comemorações é algo que acompanha a humanidade desde seus primórdios. Há diversos relatos que os gregos e os romanos o bebiam com frequência em suas celebrações, e nos dias atuais essa bebida de Baco não pode faltar nos momentos de festividade nas reuniões familiares e entre amigos.

As festas de final de ano são um grande marco de comemorações do ano que se finda e da esperança de um ano novo ainda melhor. Nesse momento as pessoas tem suas agendas preenchidas por inúmeros eventos, festas de confraternizações do trabalho, momentos com os amigos e é um período mais dedicado a rever e estar com os familiares, e em todas essas oportunidades o Vinho sempre está presente, seja com um flute de espumante, uma tacinha de vinho branco ou rosé, ou saborear os encantos da enorme variedade de estilos de tintos e vinhos de sobremesa.

Os espumantes são sempre uma forma elegante e sofisticada de dar boas-vindas aos seus convidados, um welcome com um flute é sempre algo muito simpático. Essa bebida incrivelmente versátil pode acompanhar a festa toda e até todos os pratos de uma refeição se assim agradar ao paladar de quem o está degustando. Existem inúmeros estilos diferentes que vão dos doces até os nature que possuem um teor residual de açúcar mínimo, podem ser produzidos com inúmeras castas e podem possuir uma paleta de cores incrível, variando do branco, rosé e até tinto.

O espumante é o vinho que indiscutivelmente não pode faltar nas festas, mas impreterivelmente não pode faltar no momento da virada do ano, no réveillon, é importante se atentar a temperatura de servir o espumante para não pecar ou comprometer a degustação da bebida, ele deve ser servido entre 6ºC à 8ºC. Se a opção for servi-lo só na entrada ou só junto a sobremesa, deve-se optar por menos doces para o start e mais doces junto a sobremesa para seguir a regra clássica da harmonização por associação de sabores.

Atualmente existe uma enorme variedade de estilos de Vinho Branco, que realmente encantam aos enófilos que gostam de apreciar vinhos diferentes. Há desde vinhos brancos de beira de piscina que são leves, frescos, frutados, fáceis de beber e que fazem alguns apreciadores até passarem da conta degustando várias taças seguidas. Já quando a gastronomia é mais rica e requintada como um belo prato de bacalhau rico em azeite e batatas, prato que está na mesa de muitas pessoas no natal a dica é um vinho branco mais untuoso, com passagem em barrica de carvalho e que dá um toque de complementariedade na harmonização para a ceia de natal.

É sempre uma bela sugestão o Vinho Rosé como aperitivo ou até mesmo como acompanhante de uma salada ou pratos com frutos do mar, essa bebida é muito consumida na época do verão, mas também em épocas de festas onde as reuniões são sempre com muitas pessoas e que possuem inúmeros perfis diferentes, e os rosés sempre complementam os eventos. As tonalidades dos rosés variam conforme o toque que o enólogo o deseja produzir, mas a certeza é que são encantadores aos gostos refinados e delicados de muitos apaixonados por vinhos.

Já os Vinhos Tintos são geralmente o ponto alto nas festas, onde acompanham de modo geral como casamento perfeito o prato principal. Os terroirs e estilos de tintos são um verdadeiro universo de possibilidades, mas se já se sabe o perfil do que agrada aos convidados e também já definido o menu, fica bem mais fácil decidir qual melhor tinto servir. Pratos com carnes vermelhas, carnes de caça ou até mesmo uma posta de bacalhau preparado com especiarias ou com mais untuosidade, podemos servir junto vinhos tintos que tenham mais corpo, mais estrutura, mais tanicidade e volume de boca. Minha sugestão para decisão deve ser baseado nessas informações acima e sobretudo buscar por castas que já lhe agrade ao paladar.

Uma festa bem elaborada tem que ter o seu Grande Finale e é nesse momento que cabem os mimos dos anfitriões, seja com um flute de espumante especial ou vinhos que são elaborados com mais teor de açúcar residual, os conhecidos Vinhos de Sobremesa , que são um verdadeiro acarinhar a alma. Existem no mercado inúmeros estilos de vinhos de sobremesa, como os vinhos (do Porto) que são os mais famosos do mundo, os vinhos feitos com uvas congelados no próprio vinhedo ( Ice Wine) , os vinhos que são conhecidos por passarem pela podridão nobre (Botrytizado) e os vinhos produzidos com uvas colhidas bem mais tarde onde se concentra o açúcar residual da uva ( Colheita Tardia).

As festas findam e ficam as inúmeras recordações dos momentos maravilhosos vividos juntos aos familiares e amigos. Uma das formas de guardar as lembranças são as coleções de rolhas degustadas que os enófilos colecionam e que sem dúvida são o retrato físico de quantos momentos alegres e divertidos foram desfrutados na vida. Desejo Boas Festas a todos e inúmeros néctares de Baco em suas taças. Saúde!

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Este surpreendente território no norte da Espanha situa-se entre a Serra da Cantabria e o rio Ebro, possui 15 municípios e cerca de apenas 12.000 habitantes. A comarca de Rioja Alavesa apresenta inúmeras paisagens repletas de monumentos pré-históricos, pequenos povoados medievais em sua maioria localizados em colinas e com muralhas, possui uma vastas região plantadas de vinhas e muitas bodegas com diferentes características.


Esta minha incrível viagem para à Rioja Alavesa – Laguardia ( Espanha) começou a ser desenhada após uma prova de vinhos espanhóis e biodinâmicos em Düsseldorf na Alemanha, onde o amigo Maouri Perez me apresentou ao produtor e enólogo Saúl Gil Berzal, que me fez provar seus vinhos no mesmo momento. Durante a prova o encanto foi aumentado a cada rótulo que eu degustava, o produtor gentilmente ia me fornecendo minuciosas informações sobre a produção daqueles surpreendentes vinhos. Bem, o resultado foi que em uma semana eu estava lá na surpreendente e abençoada Laguardia, na Rioja Alavesa.

A Rioja é sem dúvida a mais destacada região vitivinícola da Espanha, possuir o título de mais antiga denominação da Espanha (1925). Essa região também obteve o primeiro título em 1991 de Denominación de Origen Calificada D.O.Ca. ou  D.O.Q. A região demarcada é subdividida em três: Rioja Alta, Rioja Baja e Rioja Alavesa. Essas áreas possuem diversas diferenças em seus terroir, com enorme variedade de climas , composição geológica do solo e outros detalhes da produção.

A Rioja Alavesa é a menor área da região de Rioja, mas apresenta fantásticas particularidades que possibilitam a produção de vinhos muito especiais. Ao norte apresenta a Serra Cantabria que serve como uma verdadeira barreira física contra os fortes ventos do norte. Está em uma localização privilegiada por está em uma transição de climas de influência atlântica (mais fresco) e mediterrânea (mais sol), seu solo é argilo-calcário com muitas pedras com carbonato de cálcio.

A família Gil Berzal produz vinho já de longo tempo, o Sr. José Luis Gil fundou a vinícola com sua esposa, Sra. Gloria Berzal. Atualmente, os seus filhos Saúl e Benjamin dedicam-se a bodega Gil Berzal seguindo a tradição da família e tem com isso introduzido inovadores projetos para a vinícola, como produzir os vinhos com as praticas ecológicas e biodinâmica.

A prática da agricultura biodinâmica norteia-se nas relações harmônicas entre os elementos que compõem a produção, buscando um equilíbrio entre o solo, as plantas, os animais, o ser humano e o cosmo (os climas diferentes nas estações do ano), pois essas circustância atuam diretamente no ciclo de vida do terroir. Com isso, buscar um equilíbrio vai de encontro ao não uso de pesticidas e até fertilizantes industrializados, assegurando como objetivo a saúde do vinhedo, e concomitante a do ser humano.

O resultado da ação das práticas biodinâmicas durante todo o processo de produção aliado as características do terroir são expressas nos próprios vinhos cheios de caráter e personalidade. São vinhos com acidez pronunciada, com muita fruta presente e mineralidade. Os vinhos do produtor Gil Berzal são em maioria produzidos com as castas tintas Tempranillo, Garnacha , e as brancas são produzidos com a Viúva entre outras.

Visitar essa região também é fazer uma viagem a historia e um verdadeiro banho de cultura através existência de inúmeros monumentos da pré-história, locais interessantes e inúmeras bodegas de diversos estilos.

Em síntese há muita autenticidade na expressão da história , do longo tempo e do fantástico terroir da Rioja Alavesa e o produtor Gil Berzal está de parabéns por estar produzido vinhos que deixam uma enófilas como eu maravilhada.

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