A história do vinho é muito antiga e se confunde com a própria história da humanidade. Sabe-se até que a espécie (Vitis) a uva , existe desde a pré-história. Os últimos achados arqueológicos foram encontrados na região do Cáucaso Georgiano, bem na região onde se tem a fronteira transcontinental entre a Europa e Ásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio. E exatamente nesta região foram achadas 8 ânforas, que são aquelas grandes jarras de terra cota “barro”, e através da técnica de carbono dataram 8 mil anos, nelas foram detectados resquício de ácido tartárico, que nada mais é do que o próprio DNA do Vinho. 

Tradicionalmente nesta região escavam os troncos das árvores de maior porte e que as usam para substituirem as cubas. Neles esmagam e pisam as uvas. Depois esvaziam o mostro, colocando em grandes ânforas de barro, e selam com cera de abelha suas tampas e depois enterram para que aconteça o processo de vinificação da maneira mais natural possível. Esse método antigo denominado QVEVRI foi tombado pela UNESCO em 2013 como patrimônio imaterial da humanidade. 

EGITO

Na civilização egípcia o vinho era considerado uma bebida sagrada, oferecido aos deuses como tributo pelos faraós, foi também utilizado em rituais pelos sacerdotes egípcios, e seu consumo não era permitido para as classes mais baixas da população, só aos Faraós e aos sacerdotes.  Para os Bárbaros era liberado o consumo da cerveja. O interessante é que foram encontradas jarras de vinho em muitas tumbas de faraós, uma das mais famosa é a do Tutancamon. 

FENÍCIOS 

Os fenícios contribuíram para disseminação do vinho pelas margens do Mediterrâneo, levando para antiga Grécia e com isso foi se evoluindo.

GRÉCIA

Os gregos foram a primeira civilização a elevação de fato a qualidade do vinho, e essa bebida foi citadas por inúmeros filósofos que o correlacionavam aos diversos benefícios do vinho para a saúde do corpo e da alma. Os médicos gregos foram os primeiros a prescreverem o vinho como medicamento, incluindo Hipócrates, considerado mais tarde o pai da medicina. E vale lembrar de uma clássica frase dele, “ Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”.

Os gregos também aprenderam a adicionar ervas e especiarias ao vinho para disfarçar a deterioração. Foram os gregos os responsáveis pela introdução de vinhas e produção de vinhos em suas colônias do Sul da Itália, conhecida como “Oinotria” ou “terra do vinho”, designado mais tarde como Enotria pelos romanos. Dionísio era o deus do vinho para os gregos.

ROMA

Já na civilização romana a sua divindade do vinho era o Baco. A força da vinicultura na Europa Ocidental é devida principalmente a influência do império romano, esse foi o maior império militar que se tem notícia e que a cada nova conquista levavam a cultura  vínica junto, o que os tornaram os maiores propagadores dessa cultura. Os romanos trouxeram grandes contribuições ao mundo do vinho, tais como na classificação de castas, descrição de características de amadurecimento da uva, identificação e reconhecimento de doenças do solo, técnicas para o aumento de rendimentos de produção através da irrigação e técnicas de fertilização. 

Sem dúvida, o papel que Roma teve para o mundo dos vinhos é enorme, se observarmos no mapa a área de ocupação por esse império de conquistas e correlacionarmos na atualidade nesta mesma área territorial, hoje são produzidos cerca de 70% do vinho mundial, por ai se dá pra se ter uma ideia da forte herança romana até os dias de hoje .

Uma curiosidade interessante sobre os romanos é que as mulheres romanas eram proibidas de beber vinho, então quando o marido chegava em casa, cheirava a boca da esposa com o intuito de fiscalizar se a mesma havia ingerido vinho, e diz a história que foi dai que surgiu o ato de beijar.

Com a queda do Império Romano há um declínio importante na produção do vinho.

IDADE MÉDIA  

Neste período o vinho virou figura sacra, fortemente ligada a igreja, era considerado o sangue de Cristo, todas as missas eram realizadas com vinho.Os monges Beneditinos e Cistercienses tiveram um importante papel nessa época , pois eram grandes vinhateiros, fizeram inúmeros experimentos, cultivos e adoravam comer e beber, considerados grandes mestres gourmets. Fica aqui uma bela curiosidade dessa época , você sabia que era considerado crime NÃO BEBER vinho na época da Santa Inquisição, considerado até heresia pela igreja católica, não beber vinho. O vinho foi citado na bíblica mais de 500 vezes.

ÉPOCA DAS GRANDES NAVEGAÇÕES

Após a Idade Média surgiu o período das Grandes Navegações, onde houveram povos que tiveram destaques de importância como os espanhóis, portugueses e holandeses , onde esses navegaram até todos os continentes levando a vinho e até a viticultura para todos os lados. O vinho no inicio do século XVII era considerado a bebida mais bebida no mundo. Vários vinhos clássicos e lendários surgiram nesse período entre o século XVII e XVIII , como Champagne, Châteauneufdu– Pape, Chianti, Porto, Tokaji.

MODERNIDADE / PRAGA DA PHYLLOXERA (Séc. XVIII – XIX)

Esse período é principalmente marcado pela revolução industrial, vários fatos importantes ocorreram nessa época, inclusive para o mundo dos vinhos, como a evolução das garrafas para transporta-lo. Outro fato importante foi o estudo de Pasteur, onde foi finalmente entendido o que acontecia no momento da fermentação. Foi considerada a época em o vinho era um fenômeno de bebida mundial. Aumento da população e consumo de vinho. A expansão da produção e comercio dos vinhos Fortificados também foi nesse período, sendo considerada o período de ouro para o mercado do vinho.

A praga da Phylloxera surge e dizima os vinhedos mundiais, era devido a ação de um inseto que tinha tropismo pelas raizes das videiras, destruindo os vinhedos pelo mundo. Houveram diversas tentativas de tentar combater essa praga, mas só depois de muito tempo chegou-se a uma descoberta lá em Monpellier (França) , que se enxertasse a planta, fazendo a parte da raiz (cavalo) com a uva de origem americana e a parte superior com a uva europeia, conseguia-se ter a tão desejada resistência a filoxera e assim os vinhedos do mundo conseguiram ser replantados. Uma curiosidade é que Raríssimos vinhedos no mundo não foram atacados pela Phylloxera como por na região de Colares em Portugal, local em que o solo é rico em areia, essas plantadas são chamados de Pé Franco.

FINAL DO SÉCULO XIX 

Um fato muito importante ocorreu nesta época e que atingiu em cheio o mercado do vinho, foi a lei seca americana, que levou a inúmeras vinícolas a falir, devido o consumo ter entrado em completo declínio.

GUERRAS MUNDIAIS / PÓS GUERRAS 

A produção de vinho foi muito impactada pelas guerras, reduzindo consideravelmente a produção e o consumo , considerado um período negro. Já no período pós guerras houve trabalhos para retomada e para aumentar a produção de alimentos, pois a demanda era enorme, com isso o vinho que é um alimento na Europa também seguiu o mesmo crescimento. Surge um novo mercado ascendente em consumo, o mercado americano, e com isso o aumento da classe média, que começa a tomar vinho. Nessa época surgem vários estilos de vinho para vários bolsos, vinhos icônicos até hoje na atualidade tiveram suas primeiras safras nessa época como o português Barca Velha (1952), o australiano Penfold’s (1951) e o espanhol Vega Sicilia (1915).

Nesse período de ascensão aconteceu o Julgamento de Paris, onde em prova cega os vinhos californianos ficaram melhor classificados comparados aos de Bordeaux , tidos na época como os melhores do mundo, esse evento marca uma mudança no eixo de importância vínica do Novo Mundo e Velho Mundo. Estudos surgem comprovando cientificamente os inúmeros benefícios do vinho para saúde, o que ajuda a impulsionar o mercado de vinhos tintos.

PERÍODO CONTEMPORANEO 

Na atualidade vivemos um momento em que há uma enorme oferta do Velho Mundo e do Novo Mundo de produtos vínicos, produzidos para todos os gostos e bolsos, inclusive há vinhos de excelência com bons custos. O mercado vinícola se adequou as novas condições mercadológicas, o consumidor é muito mais ouvido pelos players do mercado e pelos produtores, já se conhece bem mais os benefícios do vinho para saúde, o que ajuda a incentivar mais o seu consumo. Lembrando sempre que isso desde que se consumido moderadamente e frequentemente. 

Depois de desse rápido passeio pela história do vinho, espero ter feito você perceber quanto essa bebida é maravilhosa, perdurando seu consumo por tão longo tempo, e a cada novo momento mais descobertas positivas são publicadas sobre o seu benefício para a nossa saúde. Convido você agora a se servir de uma taça de vinho para a sua dose diária de resveratrol e elevar um brinde a Saúde !!!

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Foi no ano de 1979 que a história dos espumantes extraordinários do Brasil começou a ser escrita pelo patriarca da Família Geisse. Mário Geisse é chileno, agrônomo, enólogo, pesquisador e um verdadeiro visionário, trilhou desde então as linhas que elevaram os espumantes brasileiros de alta qualidade aos quatro cantos do mundo, agradando aos mais importantes críticos vínicos da atualidade como a jornalista inglesa Master of Wine Jancis Robinson.

Para obter esses fantásticos vinhos ele uniu as características geológicas e climáticas do terroir de Pinto Bandeira (RS), escolheu as melhores castas que se adaptaram na região e imprimiu o seu próprio DNA e enorme know-how de Grande Mestre do cultivo das uvas e da produção dos vinhos. O resultado não poderia ser diferente, encher de orgulho a nossa pátria Brasil, produzindo espumantes que encantam ao mundo sobretudo pela sua excepcional qualidade.

Mário Geisse diz que não há nenhum segredo que não seja o próprio Terroir aliado a uma Agricultura Sustentável que respeite a natureza, e resume informando que a Família Geisse tem em sua filosofia, produzir produtos de altíssima qualidade com relação preço qualidade imbatível.

Dentre as boas práticas na viticultura, a Família Geisse utiliza o TPC, que é um equipamento que gera um ar quente de 120 ºC a uma velocidade de 150km/h, estimulando mais fitoalexinas , que gera consequentemente um aumento na “imunidade e defesa dos vinhedos” e uma economia de 20 mil litros de água potável por hectare. Também utilizam a Capina Térmica que substitui o uso de herbicidas.

Sem dúvida muita estrada foi percorrida para se atingir tal elevado patamar de qualidade em seus espumantes, desde os primeiros vinhedos plantados em espaldeiras na região, marco de inovação para época e que trouxe uma grande melhoria a viticultura do Brasil. Hoje a propriedade de Pinto Bandeira possui 40 hectares plantados com as castas Chardonnay e Pinot Noir, e Mário Geisse possui ao seu lado um verdadeiro Time de Ouro de grandes profissionais que contribuem diariamente com todo o funcionamento da empresa dentro e fora do país.

O espumante Cave Geisse 1979 homenageia os 40 anos da vinícola, a garrafa é uma releitura dos primeiros rótulos da empresa com um corte de 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir, é um espumante com 10 anos de guarda e só foi produzido em garrafa magnum. É um magnífico vinho que apresenta muita complexidade, bastante cremosidade e é um belo exemplar do mais alto nível de capacidade de produção e de sofisticação de grandes espumantes mundiais, sendo este produzido em solo brasileiro.

São muitos os tipos de espumantes produzidos pela Família Geisse , Blanc de Blanc, Blanc de Noir, Extra Brut, a linha Cave Amadeu e vale salientar que todos são produzidos pelo método tradicional. Escolher um só como queridinho é muito difícil, pois cada um tem seus detalhes esmerados pelos seus idealizadores e que deixam a nós enófilos extasiados de tanto prazer.

Mas gostaria de mencionar um espumante da Família Geisse que pra mim foi inesquecível a prova, o Cave Geisse 2002 degustado após 16 anos de autólise, essa prova especial partilhei da companhia dos grandes produtores, enólogos e profissionais do vinho da região da Bairrada em Portugal, no Palácio da Curia, na capital do espumante Português, na cidade de Anadia. Foi uma das melhores experiências em degustação vínica de espumantes de longa guarda que já pude vivenciar, e todos também se renderam a tanta qualidade servido nas taças de cada um dos degustadores.

Não tenho nenhuma dúvida que a Família Geisse já escreveu uma admirável história para as próximas gerações da viticultura e enologia brasileira e sorte temos nós enófilos, que estamos tendo a oportunidade de degustar os Perlages de Ouro do Brasil, resultado desse magnífico trabalho.
Desejo a você leitor, que possas desfrutar cada taça desses sensacionais espumantes em qualquer momento da sua vida, sempre com muita saúde e ao lado de quem você ama.
Que nunca lhe falte motivos para brindar, Feliz Ano Novo!!!

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Eles tem diversos nomes dependendo do terroir e do país de sua produção, podem ser chamados de Espumantes, Champagnes , Franciacortas, Cavas, Sparkling Wines, Proseccos , Sekt , Crèmant e etc.
Estão sempre associados a celebrações, festividades, comemorações e muita alegria. Vale sempre lembrar que esse versátil vinho pode ser consumido no dia a dia das pessoas, pois são frescos, agradáveis e muito elegantes. Podem ser servidos desde welcome drink , acompanhando uma refeição completa, à beira da piscina, nos passeios de barcos e nos encontros com os amigos e familiares.

O espumante é um vinho que passa por uma segunda fermentação e que ao longo do processo adquire além de aromas e sabores deliciosos, são embelezados com lindas perlages (bolhinhas) que causam tanta fascinação de análises aos especialistas de vinho. Uma dica para avaliar um grande espumante são suas perlages bem fininhas e persistentes em forma de cordão formando uma linda coroa na taça.

Hoje no mercado há inúmeros estilos, origens e cores de espumantes disponíveis aos consumidores e existe uma enorme oferta dos mais variados tipos de produtos, com diferentes preços, com diferentes porcentagens de açúcar residual, com diferentes métodos de produção e diferentes castas usadas. E tantos produtos assim, muitas vezes podem até deixar os consumidores em dúvida do que devem comprar, então a conversa sobre os espumantes é muito importante para tentar ao máximo agradar a quem irá degustá-lo.

PRINCIPAIS MÉTODOS

Método Champanoise
Esse método é chamado também de método Clássico ou Tradicional, onde a segunda fermentação acontece dentro da garrafa por meses ou até anos dependendo do produto, o vinho fica em contato com as leveduras, os produtores têm imenso trabalho e são extremamente detalhista em todos os processos envolvidos o que gera um produto com mais sofisticação, com mais tempo de vinificação e que contribui para produção de um vinho muito mais nobre e elegante. Os grandes espumantes podem durar década e ainda estarem divinais para o consumo.

Método Charmat
Já o método Charmat que foi inventado pelo enólogo italiano Frederico Martinotti, mas patenteado pelo pelo francês Eugène Charmat em 1907 é caracterizado pela segunda fermentação acontecer em enormes tanques de aço inox , em cubas fechadas ( Autoclaves ) são produzidos em maiores volumes, em larga escala e seus preços costumam ser infinitamente mais baratos devido o custo de produção ser muito menor.

SOBRE O TEOR DE AÇÚCAR

Quanto ao teor de açúcar os espumantes no Brasil podem ser classificados como:
Nature – 3g de açúcar por litro
Extra-Brut – 3,1g à 8g de açúcar por litro
Brut – 8,1g à 15g de açúcar por litro
Seco – 15,1g à 20g de açúcar por litro
Semi-doce – 20g à 60g de açúcar por litro
Doce – superior a 60g de açúcar por litro

DICAS DE SERVIÇOS

Após decidir qual o estilo de espumante você irá servir, se atente a temperatura ideal, que deve ser entre (6° à 8°C). Quanto a forma de abrir nunca sacuda a garrafa para não desperdiçar nenhuma gota dessa delícia, retire a cápsula que geralmente é metálica e após afrouxe a gaiola, em seguida pressione o seu dedo polegar sobre a rolha e gire a garrafa, tente não fazer barulho ou obter o som bem discreto, é assim que os profissionais abrem os espumantes. Após abrir a garrafa sirva em taças estilo flute com 2/3 de vinho, avalie a perlage se é com bolhas finas e persistentes, isso é sinal de um bom produto. Não pegue no bojo da taça e sim na haste ou base, para não passar a temperatura da sua mão para o produto, fazendo com que ele esquente e comprometa a sua avaliação.

SUGESTÕES DE HARMONIZAÇÃO

Apesar dos espumantes serem vinhos totalmente descomplicados, extremamente versáteis e com imensas possibilidades, deixo aqui uma sugestão de harmonização para o seu réveillon.

Aperitivos Diversos
Quinta do Ortigão Charming – Quinta do Ortigão Baga-Bairrada

Prato Principal
Quinta dos Abibes Arinto e Baga – Quinta do Ortigão Cuvée – Quinta do Ortigão Reserva –
Franciacorta Lo Sparviere Cuvée n.7

Sobremesas

Espumante Vistamontes Moscatel Rosé – Espumante Nektar Doce – Quinta do Ortigão Meio-Seco

Na atualidade é muito comum praticamente em todas as festas do Réveillon, celebrar a passagem de ano abrindo garrafas de espumantes no momento da virada para elevar brindes com a família e amigos. Essa ação tem como simbolismo, o desejo de um Ano Novo cheio de prosperidade, de esperança e otimismo de um ano novo muito melhor. Agora é só elevar suas taças bem ao alto e em grande estilo com grandes ESPUMANTES, claro que ao lado das pessoas que você ama, brindando à vida e aos novos planos para esse novo ano. É o que desejo a você leitor um Ano Novo de 2021 cheio de esperanças de dias melhores e sobretudo cheio de saúde!

Que tenhas muitos motivos para brindar sempre neste novo ano de 2021 !!!

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A hora da sobremesa é sempre um momento de verdadeiro deleite para alma, esperada ansiosamente por muitos que estão à mesa. Há algumas pessoa que não sabem que existem vinhos específicos para esse momento na refeição. Muitas vezes é exatamente nesta hora que são servidos verdadeiros tesouros vínicos. Eles se caracterizam por apresentarem um teor residual de açúcar mais elevado e excelente acidez, e essas características são devido a inúmeras maneiras como são produzidos, abaixo seguem alguns tipos de vinhos de sobremesa e algumas sugestões de harmonização.

ICE WINE

Os Ice Wine são vinhos produzidos a partir de uvas congeladas no próprio vinhedo, com isso há uma condição de se separar o maior conteúdo de água do bago da uva e concentrar um líquido com maior teor de açúcar natural da uva. Esses vinhos são muito produzidos no Canadá, na Hungria e em diversas regiões vínicas que podem sofrer por essa condição climática.

O Bajo 0 Vino de Hielo 2011, é um vinho que apresenta uma boa intensidade e sutileza. Apresenta aromas de frutas maduras e exóticas, até de compotas de frutas, na boca a acidez é muito evidente e sua doçura é extremamente agradável. Produzido com a casta Viúra no terroir de Laguardia no norte da Espanha é um vinho delicioso. Deve-se servi-lo na temperatura entre 6º à 8ºC e acompanha bem sobremesas à base de frutas como torta de limão e abacaxi.

BOTRYTIZADO

O nobre vinho Botrytizado é produzido em condições microclimáticas específicas de temperatura e umidade nos vinhedos. As cachos das uvas após o período de maturação sofrem o ataque do fungo Botrytis Cinerea que furam a película que envolve o bago da uva, possibilitando uma evaporação da água e concentração do açúcar, transformando esse néctar presente nele um líquido precioso e nobre. O interessante desse ataque é que não acontece de forma uniforme no cacho, são atacados alguns bagos e a partir daí a colheita é extremamente cuidadosa e trabalhosa bago a bago atacado.

O vinho Botrytizado Wehlen SONNENUHR 1998 é um vinho produzido com a casta Riesling no terroir do Vale do Mosel na Alemanha com a qualidade Auslese. Esse delicado vinho e digno de realezas é indicado para acompanhar queijos, pudim, crème brûlée e até como um belo aperitivo.

COLHEITA TARDIA

Determinados cachos de uva são deixados nos vinhedos após a maturação fenólica completa, com esse tempo a mais os bagos sofrem desidratação concentrando um maior teor residual de açúcar e é assim que são obtidas as matérias primas para se produzir esses deliciosos colheitas tardias.

O vinho Traminer Auslesse Seven Numbers 2016 é considerado um vinho super premium, produzido com a casta Traminer e o terroir é Stajerska na Eslovênia. Ele é um vinho encorpado de cor dourada. Seus aromas possuem rosa, lichia, flores brancas , frutos secos e um delicioso toque de mel. Na boca apresenta-se untuoso e com notas picantes. Sobremesas com amêndoas e frutos secos harmonizam muito bem com esse vinho.

VINHO DO PORTO

O vinho do Porto é sem dúvida o vinho mais famoso do mundo, é um vinho fortificado onde o processo de fermentação é interrompido pela adição de água ardente vínica, deixando uma maior quantidade de açúcar residual nesse néctar de Baco. Existem diversos tipos de vinho do Porto, mas sinteticamente podemos dividi-los em dois grandes grupos, os Rubys e os Tawnys.

O Porto Tawny 20 Anos Vasques de Carvalho é um vinho produzido na região do Douro, foi envelhecido em madeira, é um vinho intenso, complexo e apaixonante que traduz a excelência do produtor. Merece um destaque para sua belíssima garrafa com desing moderno. Um boa sugestão para servi-lo é refresca-lo e acompanhando sobremesas como panetones, rabanadas , bolo de laranja e até com frutos secos. 

Desejo excelente deleite a alma com os fantásticos vinhos de sobremesa junto dos seus familiares e amigos.

Saúde , Feliz Natal !!!

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Um dos pratos mais importantes da ceia de Natal no Brasil e da consoada em Portugal é o deslumbrante Bacalhau (Gadus morhua). Sem dúvida sempre regado com muito azeite e batatas. Essa iguaria, que os portugueses carregaram aos quatro cantos do mundo espalhando sua cultura gastronômica, tem muito destaque nos mais diversos lares nesta época de final do ano.

O Gadus Morhua é considerado pelos especialistas o verdadeiro Bacalhau, ele vem do extremo Norte do oceano Atlântico e é considerado o mais nobre e com mais qualidade. Quanto ao seu aspecto quando em salga apresenta-se com cor palha e uniforme, mas quando passa por cocção suas lascas mostram-se claras e com sabor incomparável.

São tantas as receitas produzidas com Bacalhau na atualidade e são tantos os ingredientes que podem serem adicionados a essa iguaria, que se torna um verdadeiro e delicioso desafio buscar uma harmonização impecável com cada prato. Portanto, concentrar nos principais ingredientes pode ser uma boa estratégia de trabalho.

É uma constância a pergunta, afinal com Bacalhau serve-se vinho Branco ou Tinto ?
A resposta é os dois, o tipo de prato preparado com o Bacalhau é que definirá o melhor pairing, claro observando o gosto das pessoas.

Uma boa opção para harmonizar com a receita mais tradicional com esse peixe tão nobre, são os vinhos brancos com passagem em barrica, pois se tornam ainda mais elegantes, complexos e untuosos e combinam perfeitamente quando ele é servido em postas com batatas e regado em bastante azeite.

Outra alternativa são os vinhos tintos leves com boa acidez para quando a receita for mais carregada em ingredientes intensos como é o caso da Salada de Bacalhau que leva salsa, coentros, cebola, pimentões, azeitonas, pimenta, alho e azeite.

Há também as receitas com o Bacalhau em postas cozidas que são levadas para gratinar no forno sobre cebolas e batatas e embebidas com um sublime creme com natas. Geralmente esses pratos são mais untuoso e penso que nesse caso, harmonizam tanto com brancos untuosos como também até um bom tinto.

Falando em Bacalhau não podemos esquecer dos bolinhos, que em Portugal são chamados de Pastéis de Bacalhau. Nesse caso um belo espumante da Bairrada produzido pelo método tradicional, um Blanc de Noir com a casta Baga seria impecável.

Algo importante que não podemos esquecer é que aquelas regras tradicionais e históricas que existiam para se fazer o pairing entre alimentos e vinhos, na verdade na atualidade foram “colocas em xeque”, alargou-se muito mais as oportunidades de casamentos na enogastronomia e sabe-se muito bem que muitas vezes o que era considerado um sacrilégio hoje é apreciado no mundo dos vinhos moderno, sobretudo o respeito e a liberdade sobre a decisão do que agrada ao seu próprio paladar individual, e como consequência a sua experiência com o Bacalhau e o Vinho seja a mais fantástica possível.

Desejo uma excelente experiência, saúde e feliz natal !!!

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Nas vésperas do Natal, data que marca a comemoração do nascimento do menino Jesus para os cristãos, é chegada a hora de definir quais serão os pratos servidos na ceia do Natal. Certamente há um que não pode ficar de fora da ceia de Natal dos brasileiros, que é o Perú ou o Chester Assado. Essas aves sempre brilham e são destaques na mesa. É tradicional serem servidos em belos pratos decorados com muitas frutas, castanhas e legumes.

Geralmente o preparo começa dias antes da noite de Natal. O Perú ou o Chester são colocados para marinar sob um vinha d’alho com alho, cebola, pimenta, ervas e vinho branco. Essa carne marinada vai ganhando sabores e aromas magníficos durante dias e no dia da ceia é levado ao forno para Assar.

Uma dúvida constante das pessoas é qual o melhor vinho para harmonizar com essas deliciosas iguarias natalinas. Primeiramente vamos analisar a essência destes pratos servido nos lares brasileiros nessa época. Tanto o Perú como o Chester são carnes brancas, leves, elegantes e extremamente versáteis em termos de harmonização.

Uma boa dica para essa harmonia entre o alimento e o vinho é fazer um pairing por analogia, ou seja, se o ingrediente principal que no caso é o Perú ou Chester é leve e delicado, devemos pensar em vinhos que tenham essas mesmas características podendo ser vinhos tintos leves com as castas Pinot Noir, Gamat ou Merlot. Outra opção para essa harmonização de carnes brancas é fazê-la por associação pelas cores, essas predispõem a associação de sabores, para isso podemos pensar em brancos com as castas Sauvignon Blanc, Arinto ou Encruzado.

Uma outra deliciosa opção para harmonizar com o Perú ou Chester é servir um espumante cheio de requinte, uma magnifica dica para duplamente harmonizar e refrescar as noites quentes de Natal nos lares brasileiros. Sugiro espumantes de qualidade produzidos pelo método tradicional, podendo ser da Bairrada, os italianos Franciacortas ou os deslumbrantes espumantes brasileiros de Pinto Bandeira ou do Vale dos Vinhedos.

Espero que a sua experiência em aguçar suas papilas gustativas seja esplendida com o Perú ou o Chester, e que você possa saborear cada minuto da sua noite de Natal na companhia da sua família, amigos e deles, os VINHOS !!!

SAÚDE E FELIZ NATAL !!!

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Cultivar e vinificar as uvas fazem parte da cultura e tradição da Geórgia. Um achado histórico comprova que cerca de 8000 anos atrás já se fazia vinho na região do Cáucaso Georgiano, esta descoberta foi graças a técnica de carbono que foi aplicada em 8 ânforas encontradas por arqueólogos e que continham resíduos de ácido tartárico, que nada mais é do que o “DNA do vinho”. 

Pessoa servindo vinho do Qvevri usando Orshimo, Geórgia

Localizada na Europa Oriental, a Geórgia faz fronteiras com a Rússia, o Mar Negro, a Turquia, a Armênia e o Azerbaijão. A região Norte e a região Sul é de cordilheiras montanhosas ( Grande e Pequeno Cáucaso ), a região do centro é um amplo vale e é onde se encontram as principais regiões de produção vitivinícolas do país, destaca-se a Kakheti como a principal região e que detêm mais de 2/3 das uvas plantadas. A Geórgia possui no total 18 Denominações de Origem Controladas.

O povo Georgiano ( Kartli ) conservou bravamente a sua identidade nacional, mesmo sob a imponência do urso branco ( União Soviética) por tanto tempo em seu território. No ano 1970 a União Soviética era a terceira maior produtora de vinho do mundo, mas no final do século XX, a mesma área vitivinícola reduziu-se e produzia apenas 3% do total mundial.  Essa brusca queda foi devido grande parte a campanha do presidente Gorbachev que decidiu cortar o consumo de álcool e em consequência atingiu fatalmente os produtores de vinhos. 

A Geórgia teve sua independência 1991 e com a queda da União Soviética nessa época, inúmeras vinícolas haviam sido fechadas e muitas outras abandonadas por falta de demanda de mercado.

Kvareli, Georgia

Mas o grande amor e respeito pelo vinho e o que ele representa para a história desta pátria, incentivou alguns produtores que ainda haviam mantidos seus vinhedos a expandirem suas vinícolas familiares e trazerem a tradição vinícola a um novo nível, passando essa herança viva de geração para geração.

Zemo Svaneti, Georgia

Esse país apesar de pequeno apresenta variados tipos de climas, pois está localizado entre o Mar Negro e a cordilheira das montanhas do Cáucaso, com diferentes altitudes. A região próximo a zona costeira apresenta clima ameno e de grande índice pluviométrico, já nas áreas de montanha, apresenta clima alpino e seco, essas cadeias de montanhas atuam como uma barreira natural e protetora contra o ar frio do vindo do norte.

Na Geórgia além do clima especial existe uma diversidade do solos ricos em minerais que criam condições naturais únicas para o cultivo da uva.

A Geórgia é uma pátria de riquezas de conhecimentos sobre a uva e o vinho, onde esses se convergem entre ver claramente a longevidade, a potêncialidade e valor nutritivo da casta Saperavi. Casta tinta autóctone, conhecida por ser tintureira e que é uma das grandes representantes nacionais. Há também a histórica e intensa casta branca Rkatsiteli, conhecida por ser a primeira uva plantada após o “Dilúvio por Noé. Há também a Mtsvane Kakhuri que é uma casta branca, muito mais suave e que é muito usada para composição de blends.

O método Qvevri merece parágrafos à partes, essas enormes ânforas ancestrais feitas de barro e que possuem geometria ovalada são chamadas Qvevri e em 2013 esse método de produzir vinho foi classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Esse método consiste na forma mais natural possível de se fazer vinho.

Após a época da vindima os cachos das uvas são pisados inteiros em grandes toras de madeira e depois colocados nesses grandes vasos Qvevri com tudo, com película e ramos. Não são adicionados qualquer tipos de produtos, a fermentação ocorre somente com a ação das leveduras indígenas e sem interferências. Os Qvevri ficam enterrados e são lacrados com cera de abelha, podem ter vários tamanhos de 220L até de 1200L. Ficam em processo de fermentação de 5 a 8 meses e após isso o enólogo e/ou produtor decidem se já pode ser engarrafado ou se enviam o vinho para estagiar em outro Qvevri por mais algum tempo. Há rituais que são tradicionais no momento de se abrir um Qvevri, em alguns lugares há uma espécie de cerimônia religiosa onde os líderes religiosos fazem suas rezas para os abençoar.

Dentre as pesquisas que fiz para redigir esse artigo, percebi que fatos científicos comprovados se cruzavam com fatos religiosos descritos na bíblia. Os achados arqueológicos encontrados na região do Cáucaso comprovam que se guardava vinho nessa região em ânforas há 8000 anos atrás. Na bíblia no livro de Gênesis nos capítulos de 6 a 9, há o relato da história de Noé e da sua enorme embarcação “Arca”, e que após o grande Dilúvio fundeou-se exatamente no monte Ararat, localizado na região do Cáucaso. Na Geórgia a casta muito utilizada para produção Qvevri devido sua intensidade é a Rkatsiteli, conhecida por ser a uva de Noé, dizem que essa é a primeira uva a ter sido plantada no mundo após o Dilúvio.

Enfim depois de tanta riqueza de história, cultura e tradição envolvendo esse nectar dos deuses, informo que já é possível degustar esses intrigantes e magnificos vinhos sem ter que ir a região Transcontinental entre a Europa e a Ásia. Os vinhos de alguns produtores já estão sendo enviados ao mercado internacional e alavancando uma série de prêmios importantes internacionais no mundo dos vinhos.

Gaumarjos !
Saúde ! Cheers ! Santé !

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Um empreendimento turístico recém-inaugurado no coração da zona histórica de Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), um quarteirão cultural, rico em magia e cheio de muitas emoções que representa o que está por trás do vinho. Um verdadeiro tributo a cultura do povo português.

Esse projeto arrojado desenvolvido pelo grupo The Fladgate Partnership, teve um investimento de mais de 100 milhões de euros e compreende uma área total de 55.000 metros quadrados. Nele abrigam cinco museus, onde seus criadores chamaram de “Experiências”, oito restaurantes e cafés, espaço para exposições, uma escola de vinho, vários espaços para eventos, lojas e uma deslumbrante praça central com uma magnífica vista para o rio Douro e para a cidade do Porto. Relato a seguir alguns detalhes desta imperdível visita a tal obra monumental.

The Wine Experience

O The Wine Experience retrata com detalhes em conteúdos, imagens e interações o que está por trás do mundo do vinho português. Este Museu explicar tudo sobre o vinho, detalhando informações desde o solo até à produção da uva, todo o processo de produção até o vinho chegar em nossas mesas.

É um verdadeiro convite à uma viagem de imersão, onde o objetivo é desmistificar o vinho. Vale a pena conhecer este espaço que se destina a todo o público, desde os mais entendidos até os que estão iniciando nesse mundo fantástico que é o Mundo dos Vinhos.

Planet Cork

Nesta experiência o visitante será convidado a conhecer tudo relacionado a cortiça, esse verdadeiro produto ex-líbris português. Para quem não sabe Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo, atingindo a marca da produção mundial de 50%.

Engana-se quem pensa que essa matéria-prima é só destinada a produção de rolhas de cortiça, atualmente a cortiça devido a sua composição é utilizada para inúmeros fins como na arquitetura, na engenharia de automóveis, em peças de desings, na moda e até para produtos aeroespaciais.

The Bridge Collection

Libação segundo o dicionário é o ato de derramar água, vinho, sangue ou outros líquidos com finalidade religiosa ou ritual, em honra a um deus ou divindade.

O The Bridge Collection expõe uma incrível coleção privada com mais de 1500 copos e taças de valor histórico mundial, pois retratam através desses objetos a história da humanidade entrelaçada com essa bebida tão encantadora, que é o vinho.

Porto Region Aeross The Ages

Na experiência Porto Region Across the Ages você irá conhecer tudo sobre a cidade invicta (Porto), a tradição e a cultura do povo portuense, que ultrapassou o tempo e venceu inúmeros contratempos desde a época das conquistas, invasões, guerras e se manteve em pé até a atualidade. Hoje é um verdadeiro retrato de uma cidade que preserva seu património histórico e cultural e que vale muito “turistar” pelas suas ruas cheias de história pra todo o lado.

The Chocolate Story

Este museu leva o visitante a conhecer tudo sobre o chocolate, desde a planta do cacau até ao chocolate acabado. Uma viagem que retrata mais de 5 mil anos de história até os dias de atuais.
Uma verdadeira perdição aos amantes desse produto que nos proporciona além de saúde, muito prazer.

Porto Fashion & Fabric Museum

Essa experiência ainda não foi inaugurada, mas nos relatos que li dizem que irá expor desde a origem do algodão até as roupas acabadas, mostrar a história da moda, indústria têxtil, moda portuguesa, calçados nacional e a encantadora arte da filigrana.

Restaurantes, Bares & Cafés

Para agradar aos mais exigentes paladares e gostos, o WOW possui diversas opções de restaurante, bares e cafés, todos centralizados com acesso a praça central que é sem dúvida uma parada obrigatória a todos que visitam o local. São diversos perfis de culinária, opções de bebidas e até snacks mais rápidos. Um belo convite para visualizar a majestosa paisagem, degustando e provando as delícias da culinária portuguesa acompanhada de uma bela taça de vinho português.

Finalizo com um relato pessoal de quem já visitou inúmeros museus e obras mundo a fora voltados ao mundo dos vinhos, e sem dúvida o World of Wine (WOW) é e será um marco para o patrimônio histórico-cultural do vinho e do povo português. Saúde !!!

Mais informações: http://www.wow.pt

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O Vinho e a Caça são dois temas que se harmonizam perfeitamente quando analisamos as suas participações na história, na cultura e na economia da Europa e também de vários outros países. Ambos tem histórias que se confundem com a própria história da humanidade. Participam dos hábitos culturais dos povos, e registram números importantes na economia européia direta e indiretamente. A realeza e os nobres sempre estiveram presentes degustando os melhores vinhos e praticando ativamente a arte cinegética.

Há aspectos interessantes e que se assemelham quando analisamos essas duas grandes forças no Velho Mundo. Pessoas envolvidas nesses dois setores possuem em comum algumas características como paciência, auto-controle e amam observar cada detalhe da natureza. Essas duas atividades contribuem também expressivamente para o turismo regional e muitas vezes exercem importâncias econômicas vitais em determinadas regiões.

As grandes feiras importantes de negócios desses dois setores Vinho e a Caça, evidenciam a grandiosidade e importância desses segmentos para a economia do continente. Inúmeros são os rótulos de vinhos que trazem histórias relacionadas com a caça.

O hábito de caçar ou até mesmo de degustar carnes de caças é muito comum em inúmeros países. Suas carnes muitas vezes expressam verdadeiramente seu terroir igualmente aos vinhos, e seus aromas e sabores são adquiridos pela sua dieta natural rica, com ganho de músculos através do exercício que esses animais praticam subindo e descendo montanhas íngremes em busca de alimentos, água e de se reproduzirem. Já os vinhos são sempre a expressão dos seus terroirs e esses baseados nos dados de seus climas, do solos, das escolhas das castas e a própria ação humana que participa de todo o processo desde as vinhas ao vinho pronto.

As carnes de caça apresentam aromas e sabores intensos e complexos e é necessário uma atenção especial no momento de escolher a melhor harmonia com o vinho

O Javali ( Sus scrofa ) é um animal omnívoro, mas que possui preferência em sua dieta por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Uma bela sugestão para harmonizar com essa carne seriam vinhos mais densos, encorpados e com mais estrutura para acompanhar as características dessa carne, minha sugestão é Touriga Nacional (Dão) , Cabernet Sauvignon (Macedônia) , Tempranillo (Laguardia) , Barolo (Piedmont) entre outros que acompanhassem essas características. 

Já a carne de Veado, de Corço ou Gamo ( Cervidae ) apresentam como diferencial serem provindas de animais livres e que se movimentam constantemente em busca de alimentos, sua alimentação é variável e natural o que enriquece o sabor, são carnes mais magras , leves, saudáveis e com sabor característico. Uma boa harmonização poderia ser vinhos tintos de corpo médio, delicados e elegantes como um Pinot Noir (Borgonha), Sangiovese (Chianti) , Montepulciano d’Abruzzo (Abruzzo) , Carménère (Vale do Colchagua). 

Já tive oportunidade de vivenciar esses dois apaixonantes mundos os do Vinho e o da Caça, e ambos coabitando em perfeita sinergia, vi a presença dessas duas atividades em inúmeros lugares por onde já passei como por exemplo no Vale do Loire na França, no Vale do Mosel na Alemanha, na região das Beiras e Alentejo em Portugal . 

Pra mim o mundo dos vinhos no início era somente um hobby e depois se tornou nível profissional , já o mundo da caça foi uma grande surpresa, apresentado por familiares e amigos que fiz durante esses últimos anos e ao qual acompanho suas atividades mesmo que por vezes somente virtualmente. Sem dúvida, observei o quão maravilhoso é se fazer o que se gosta e o que lhe proporciona verdadeiramente prazer, vi inúmeras vezes o brilho nos olhos dos vinhateiros e dos caçadores, percebi a descarga de adrenalina correndo nas veias em quem se produz vinho e em quem encontra sua presa, vivenciei momentos inesquecíveis e que sem dúvidas me agregaram muito em aprendizado na minha vida. 

Agradeço a todos os amigos produtores e enólogos do Mundo dos Vinhos e aos familiares e amigos do Mundo da Caça que me permitiram conhecer e aprender mais sobre esses dois fantásticos prazeres da vida. Que Baco e Diana possam continuar vos abençoando para que façam a cada dia mais vinhos magníficos e que obtenham os seus tão desejados trofeus.

Saúde ! Santé ! Cheers !

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No dia 12 de Junho é celebrado no Brasil o Dia dos Namorados e uma harmonização perfeita é a união do VINHO e do AMOR. Li inúmeras frases e definições do significado da palavra AMOR , um dos sentimentos mais fantásticos que existe e escolhi alguns trechos que considero importantes e que o correlaciona com o mundo dos VINHOS.

O AMOR é uma ligação afetiva e até espiritual que requer grande dedicação e cuidados constantes. Sem dúvida é exatamente isso que os produtores de VINHO sentem nos 365 dias do ano, em que se dedicam de corpo e alma primeiramente em produzirem as mais perfeitas uvas, visando as características que planejaram aos seus vinhos que desejam elaborar.

O sentimento do AMOR é quando entramos no tempo do outro , é aquilo que é o objeto que nos invade de entusiasmo e nos desafia em nossa busca de fazer mais e melhor. Esperar pelos processos naturais em que a vinificação acontece é necessário ter paciência e acompanhar cada detalhe do tempo no processo de fermentação, onde através de inúmeras reações bioquímicas o mostro é convertido em VINHO. São muitas as etapas para se elaborar essa bebida tão especial, os enólogos são invadidos de grande entusiasmo para atingirem a sua tão sonhada obra de arte.

O AMOR é a única coisa que transcende o tempo e o espaço. Para quem conhece a grande capacidade de guarda dos grandes VINHOS do Porto, da Madeira, Gran Crus da Borgonha, Barolos de Piemonte , Bagas da Bairrada , Touriga Nacional do Dão … dentre muitos outros, sabem bem que o tempo pode ser um fantástico aliado para transcende-los ao ápice das suas qualidades organolépticas. Em grandes pipas ou até em pequenas barricas o vinho vai se transformando, se moldando, se mostrando … para o deleite dos enófilos apaixonados por grandes VINHOS.

Claro que num dia especial como hoje não poderia deixar de fazer uma declaração de verdadeiro AMOR a está bebida que tanto me transformou, que me faz viajar em cada gole degustado, que tanto me ensina e que tanto mexe com a minha emoção. Constato e afirmo que sem sombra de qualquer dúvida, o VINHO é uma verdadeira expressão do mais valioso amor que alguém pode sentir através de uma bebida. Que o dia de hoje possa ser marcado por inúmeras celebrações ao AMOR e a bebida de Baco , o VINHO.

Saúde a Todos !

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