Ele se chama Mário Augusto Moreira Briosa Neves, economista de formação, casado, possui 69 anos de idade e destes, 40 ao menos foram dedicados exclusivamente ao Mundo dos Vinhos. Percorreu todos os continentes do globo por diversas vezes e em cada país que visitou levou um pouco de Portugal consigo através de um dos mais maravilhosos produtos produzidos em terras lusitanas, o vinho português. Nesse momento após reforma-se, Mário Neves concentra-se no projeto da família com os vinhos Nelson Neves e prepara-se para juntar todas as recordações em um livro de memórias.

Mário Neves relata em meio as suas vinhas de Merlot, plantadas em uma propriedade de família com cerca de 5 hectares, localizada na freguesia de Sangalhos na região da Bairrada, algumas recordações de infância e conta um pouco da sua história de vida.

A propriedade fica situada exatamente na rua Nelson Neves, rua que recebe o nome do seu pai, em pleno coração da Bairrada, região vitivinícola que apresenta solos argilo-calcários e pelas características micro­climáticas peculiares a torna com boas características para a produção de uvas Merlot em Portugal, a qual o seu pai foi pioneiro em produzi-la na região.

Durante o passar de muitas décadas e de gerações, muitas coisas mudaram na produção vitivinícola da família. Hoje a família se concentra na produção e comercialização dos vinhos NELSON NEVES, que recebe homenagem ao nome do patriarca da família. Seu rótulo esboça um símbolo que retrata as suas paixões, o basquete ball, a música e as uvas.

Mário Neves tem muita história para compartilhar, e essas sempre ricas em detalhes que fazem parte das suas lembranças. Nessas imagens acima na cave da família ele mostra rótulos muito antigos e cheios de histórias. Ele é sempre dono de um humor incrível, gentil e agradável com todos ao seu redor, tem amigos nos quatro cantos do mundo e conhece incontáveis lugares para se comer e beber bem no planeta terra.

O Grande Senhor do Vinho Português espalhou e espalha por onde passa o nome de Portugal em grande estilo. Suas experiências no mercado global do Mundo dos Vinhos é icônica e difícil alguém conseguir se assemelhar. Sua enorme vivência em degustar e conhecer com mais intimidade os vinhos do mundo, trouxe a ele um enorme Know-how e muito respeito por parte de todos.

Ele é um grande admirador da casta italiana Nebbiolo, talvez por alguma semelhança com a mais bairradina das castas, a Baga. Mas confessa que após circular o mundo e provar vinhos muito bons pra todos os lados, afirma que o melhor vinho do mundo é o vinho português, sobretudo o vinho da Bairrada, o Vinum Baerradinum. E com essa visão globalizada do mundo dos vinhos ele defende pontos de vistas firmes para melhorar ainda mais a identidade das regiões portuguesas, onde afirma que, é preciso se fazer vinhos com as mesmas castas nas regiões por diversos produtores, criando assim uma identidade e dando a oportunidade desses vinhos serem colocado na rota do mapa do mundo dos vinhos. Quando defende esse ponto vista compara logo aos italianos com seus Barolos, onde a uva Nebbiolo confere bem essa defesa.

Ao lado da sua amada e esposa Margarida Barreiros, Mário Neves pousa para um registro fotográfico ao meu lado, e claro sem deixar de fora a garrafa do seu vinho Nelson Neves. Bem haja meu amigo querido Mário Neves aos seus próximos 70 anos cheios de saúde, histórias e partilha de experiências !!!

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Bacozon e Quinta dos Abibes em noite de apresentação do vinho (1792 Baga & Bical) .

Com uma trajetória fantástica cheia de inovações, a Quinta dos Abibes lança no mercado um surpreendente Semi Blanc de Noir, o vinho 1792 Baga & Bical.

1.Quanto ao Vinho

Ele é um DOC Bairrada 2017, produzidos com 50% de Baga e 50% com Bical. Sua classificação quanto a cor é branco, mas não é qualquer branco tranquilo não, ele é um Semi Blanc de Noir fantástico, de aspecto cristalino e cor citrina, aromas frescos de frutas e florais, com um sabor memorável que evidencia a sua elegância e equilíbrio. Estagiou em garrafa por 12 meses e possui teor alcoólico de 12,5%.

2. Quanto ao Nome do Vinho ( 1792 Baga & Bical )

Em 2003 foi encontrado uma pia de pedra calcária soterrada, com uma inscrição datada de 1792, actualmente exposta na área da entrada da Adega. Pesquisas evidenciaram que parcelas da Quinta dos Abibes, faziam parte da então antiga Quinta da Murteira, fato desconhecido pelo proprietário na época da aquisição da propriedade, mas de extrema relevância por comprovar que ali já se faziam vinho desde o Séc. XVIII.

3.Quanto as Castas Escolhidas

A rainha da Bairrada a Baga dar ao vinho estrutura, acidez presente e um retrogosto inesquecível, já a branca Bical embeleza esse belíssimo vinho com aromas repletos de componentes florais, o resultado é um vinho que marca uma enófilas como eu, pela sua elegância, pela sua harmonia e por um verdadeiro equilíbrio do casamento de duas castas emblemáticas da região da Bairrada, uma tinta e outra branca. Um vinho para guardar na memória e no coração, um Semi Blanc de Noir com as castas bairradinas Baga e Bical

4. Sobre o Autor da Obra de Arte

Prof. Francisco Batel Marques – Quinta dos Abibes

Conhecido e respeitado por todos, dono de um currículo extenso e invejável em diversas áreas de pesquisas, o Prof. Francisco Jorge Batel Marques é o que podemos dizer, um homem com uma busca incansável por qualidade e por inovação. O resultado do seu trabalho cheio de maestria como um winemaker de excelência que o é, podemos comprovar através dos seus néctares verdadeiramente Sublimes.

5. Apresentação e Embalagem ao Consumidor

Imagem da caixa com 3 garrafas do vinho 1792 Baga & Bical da Quinta dos Abibes

Sua apresentação é digna de requinte, beleza e de muito bom gosto. O preto e dourado retratam a sua sofisticação e distinção. Sua cápsula em cera mostra o acabamento perfeito da sua obra. Esse belo vinho branco da Bairrada está grafado em minha lista de provas de grandes vinhos brancos inesquecíveis.

Prof. Francisco Batel Marques e Dayane Casal nos vinhedos da Quinta dos Abibes

Aqui fica meu agradecimento a Quinta dos Abibes pela obra realizada e pela partilha com todos nós, enófilos apaixonados por vinho de qualidade superior !!!

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As festas de final de ano se aproximam e eles os vinhos «  Espumantes, Champagnes , Franciacortas, Cavas, Spakling Wines, Proseccos , Sekt , Crèmant … «  produzidos em inúmeros lugares do mundo, são sempre associados a comemorações, a celebrações, a alegria. Mas gostaria de esclarecer inicialmente aos leitores que essas bebidas deliciosas podem ser consumidas em qualquer ocasião da vida cotidiana. A exemplo podem ser servidos em um welcome drink , acompanhando uma refeição completa, à beira da piscina, nos passeios de barcos e nos encontros com os amigos. É muito harmônico com nosso clima brasileiro e sobretudo com o clima Amazônico por ser refrescante, agradável além de serem extremamente elegantes.

A ação de brindar é um costume e prática muito antiga e existem muitas referencias históricas a esse ato em diversos momentos das civilizações. Na Grécia antiga inúmeros brindes eram elevados ao deus do vinho grego, Dionísio. Já os romanos derramavam um pouco do vinho ao chão no momento do brinde com o objetivo de compartilhar a bebida com os seus deuses, sobretudo com Baco, deus do vinho dos romanos. Há narrativas na história que relatam que esse ato também selava o fim de conflitos, pois na época era muito trivial envenenar o inimigo com veneno nas bebidas, então o ato de brindar forte onde se passava a bebida para a outra taça, era uma demonstração de paz, que a bebida não estava envenenada.

Na atualidade é muito comum praticamente em todas as festas, sobretudo no Réveillon, celebrar a passagem de ano abrindo garrafas de espumantes no momento da virada para elevar brindes com a família e amigos. Essa ação tem como simbolismo, o desejo de um Ano Novo cheio de prosperidade, de esperança e otimismo de um ano novo muito melhor.

São inúmeras as cores, as origens e os estilos de espumantes disponíveis no mercado aos consumidores e claro que essas inúmeras variáveis repercutem nos preços desses produtos. Há consumidores que se interessam por cada detalhes de como essas bebidas foram elaboradas, já há outros, onde foram produzidas e para outros qual o processo de vinificação é a informação mais importante.

Independente de que tipo de consumidor você se enquadra, seguem alguns dados importantes sobre essa deliciosa, versátil e fantástica bebida dos deuses, que simbolizam-se e diferenciam-se dos outros vinhos tranquilos pelo desprendimento de anidrido carbônico, as perlages “as bolhinhas “.

Os espumantes se caracterizam por passarem por uma segunda fermentação e podem ser produzidos por diferentes métodos de vinificação. Além disso podem se diferenciar através do tipo de uvas utilizadas, do terroir onde são produzidos e por detalhes enológicos que cada uma região transmite como identidade dos terroirs em seus produtos . Todos os vinhos espumantes são produzidos a partir de um vinho base, geralmente para elaborar grandes espumantes o vinho base necessita ser muito bem selecionado e loteado. 

Principais Métodos de Produção de Vinhos Gaseificados

1. Método Champanoise
Esse método é chamado também de método Clássico ou Tradicional, onde a segunda fermentação acontece dentro da garrafa por meses ou até anos dependendo do produto, o vinho fica em contato com as leveduras, os produtores têm imenso trabalho e são extremamente detalhista em todos os processos envolvidos o que gera um produto com mais sofisticação, com mais tempo de vinificação e que contribui para produção de um vinho muito mais nobre e elegante.

2. Método Charmat
Já o método Charmat que foi inventado pelo enólogo italiano Frederico Martinotti, mas patenteado pelo pelo francês Eugène Charmat em 1907 é caracterizado pela segunda fermentação acontecer em enormes tanques de aço inox , em cubas fechadas ( Autoclaves ) são produzidos em maiores volumes, em larga escala e seus preços costumam ser infinitamente mais baratos devido o custo de produção ser muito menor.

Dicas de Serviço para Servir em Grande Estilo

Após decidir qual o estilo de espumante você irá servir se atente a temperatura ideal, que deve ser entre (6° à 8°C). Quanto a forma de abrir nunca sacuda a garrafa para não desperdiçar nenhuma gota dessa delícia, retire a cápsula que geralmente é metálica e após afrouxe a gaiola, em seguida pressione o seu dedo polegar sobre a rolha e gire a garrafa, tente não fazer barulho ou obter o som bem discreto, é assim que os profissionais abrem os espumantes. Após abrir a garrafa sirva em taças estilo flute com 2/3 de vinho, avalie a perlage se é com bolhas finas e persistentes, isso é sinal de um bom produto. Não pegue no bojo da taça e sim na haste ou base, para não passar a temperatura da sua mão para o produto, fazendo com que ele esquente e comprometa a sua avaliação.

Agora é só elevar suas taças ao alto em grande estilo com grandes ESPUMANTES ao lado das pessoas que você ama, brindar à vida, à saúde, aos novos planos e aos novos projetos e aos novos horizontes.

Um brinde especial à VOCÊ LEITOR que me acompanhou em cada publicação durante este ano. Desejo um excelente ANO NOVO, que seja repleto de muitos momentos felizes, cheios de realizações, que não falte vinho em sua taça e que esse contribua imensamente com a sua saúde!

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Feliz Ano Novo ! Happy New Year ! Bonne Année !

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A presença dos vinhos nas festas e comemorações é algo que acompanha a humanidade desde seus primórdios. Há diversos relatos que os gregos e os romanos o bebiam com frequência em suas celebrações, e nos dias atuais essa bebida de Baco não pode faltar nos momentos de festividade nas reuniões familiares e entre amigos.

As festas de final de ano são um grande marco de comemorações do ano que se finda e da esperança de um ano novo ainda melhor. Nesse momento as pessoas tem suas agendas preenchidas por inúmeros eventos, festas de confraternizações do trabalho, momentos com os amigos e é um período mais dedicado a rever e estar com os familiares, e em todas essas oportunidades o Vinho sempre está presente, seja com um flute de espumante, uma tacinha de vinho branco ou rosé, ou saborear os encantos da enorme variedade de estilos de tintos e vinhos de sobremesa.

Os espumantes são sempre uma forma elegante e sofisticada de dar boas-vindas aos seus convidados, um welcome com um flute é sempre algo muito simpático. Essa bebida incrivelmente versátil pode acompanhar a festa toda e até todos os pratos de uma refeição se assim agradar ao paladar de quem o está degustando. Existem inúmeros estilos diferentes que vão dos doces até os nature que possuem um teor residual de açúcar mínimo, podem ser produzidos com inúmeras castas e podem possuir uma paleta de cores incrível, variando do branco, rosé e até tinto.

O espumante é o vinho que indiscutivelmente não pode faltar nas festas, mas impreterivelmente não pode faltar no momento da virada do ano, no réveillon, é importante se atentar a temperatura de servir o espumante para não pecar ou comprometer a degustação da bebida, ele deve ser servido entre 6ºC à 8ºC. Se a opção for servi-lo só na entrada ou só junto a sobremesa, deve-se optar por menos doces para o start e mais doces junto a sobremesa para seguir a regra clássica da harmonização por associação de sabores.

Atualmente existe uma enorme variedade de estilos de Vinho Branco, que realmente encantam aos enófilos que gostam de apreciar vinhos diferentes. Há desde vinhos brancos de beira de piscina que são leves, frescos, frutados, fáceis de beber e que fazem alguns apreciadores até passarem da conta degustando várias taças seguidas. Já quando a gastronomia é mais rica e requintada como um belo prato de bacalhau rico em azeite e batatas, prato que está na mesa de muitas pessoas no natal a dica é um vinho branco mais untuoso, com passagem em barrica de carvalho e que dá um toque de complementariedade na harmonização para a ceia de natal.

É sempre uma bela sugestão o Vinho Rosé como aperitivo ou até mesmo como acompanhante de uma salada ou pratos com frutos do mar, essa bebida é muito consumida na época do verão, mas também em épocas de festas onde as reuniões são sempre com muitas pessoas e que possuem inúmeros perfis diferentes, e os rosés sempre complementam os eventos. As tonalidades dos rosés variam conforme o toque que o enólogo o deseja produzir, mas a certeza é que são encantadores aos gostos refinados e delicados de muitos apaixonados por vinhos.

Já os Vinhos Tintos são geralmente o ponto alto nas festas, onde acompanham de modo geral como casamento perfeito o prato principal. Os terroirs e estilos de tintos são um verdadeiro universo de possibilidades, mas se já se sabe o perfil do que agrada aos convidados e também já definido o menu, fica bem mais fácil decidir qual melhor tinto servir. Pratos com carnes vermelhas, carnes de caça ou até mesmo uma posta de bacalhau preparado com especiarias ou com mais untuosidade, podemos servir junto vinhos tintos que tenham mais corpo, mais estrutura, mais tanicidade e volume de boca. Minha sugestão para decisão deve ser baseado nessas informações acima e sobretudo buscar por castas que já lhe agrade ao paladar.

Uma festa bem elaborada tem que ter o seu Grande Finale e é nesse momento que cabem os mimos dos anfitriões, seja com um flute de espumante especial ou vinhos que são elaborados com mais teor de açúcar residual, os conhecidos Vinhos de Sobremesa , que são um verdadeiro acarinhar a alma. Existem no mercado inúmeros estilos de vinhos de sobremesa, como os vinhos (do Porto) que são os mais famosos do mundo, os vinhos feitos com uvas congelados no próprio vinhedo ( Ice Wine) , os vinhos que são conhecidos por passarem pela podridão nobre (Botrytizado) e os vinhos produzidos com uvas colhidas bem mais tarde onde se concentra o açúcar residual da uva ( Colheita Tardia).

As festas findam e ficam as inúmeras recordações dos momentos maravilhosos vividos juntos aos familiares e amigos. Uma das formas de guardar as lembranças são as coleções de rolhas degustadas que os enófilos colecionam e que sem dúvida são o retrato físico de quantos momentos alegres e divertidos foram desfrutados na vida. Desejo Boas Festas a todos e inúmeros néctares de Baco em suas taças. Saúde!

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Este surpreendente território no norte da Espanha situa-se entre a Serra da Cantabria e o rio Ebro, possui 15 municípios e cerca de apenas 12.000 habitantes. A comarca de Rioja Alavesa apresenta inúmeras paisagens repletas de monumentos pré-históricos, pequenos povoados medievais em sua maioria localizados em colinas e com muralhas, possui uma vastas região plantadas de vinhas e muitas bodegas com diferentes características.


Esta minha incrível viagem para à Rioja Alavesa – Laguardia ( Espanha) começou a ser desenhada após uma prova de vinhos espanhóis e biodinâmicos em Düsseldorf na Alemanha, onde o amigo Maouri Perez me apresentou ao produtor e enólogo Saúl Gil Berzal, que me fez provar seus vinhos no mesmo momento. Durante a prova o encanto foi aumentado a cada rótulo que eu degustava, o produtor gentilmente ia me fornecendo minuciosas informações sobre a produção daqueles surpreendentes vinhos. Bem, o resultado foi que em uma semana eu estava lá na surpreendente e abençoada Laguardia, na Rioja Alavesa.

A Rioja é sem dúvida a mais destacada região vitivinícola da Espanha, possuir o título de mais antiga denominação da Espanha (1925). Essa região também obteve o primeiro título em 1991 de Denominación de Origen Calificada D.O.Ca. ou  D.O.Q. A região demarcada é subdividida em três: Rioja Alta, Rioja Baja e Rioja Alavesa. Essas áreas possuem diversas diferenças em seus terroir, com enorme variedade de climas , composição geológica do solo e outros detalhes da produção.

A Rioja Alavesa é a menor área da região de Rioja, mas apresenta fantásticas particularidades que possibilitam a produção de vinhos muito especiais. Ao norte apresenta a Serra Cantabria que serve como uma verdadeira barreira física contra os fortes ventos do norte. Está em uma localização privilegiada por está em uma transição de climas de influência atlântica (mais fresco) e mediterrânea (mais sol), seu solo é argilo-calcário com muitas pedras com carbonato de cálcio.

A família Gil Berzal produz vinho já de longo tempo, o Sr. José Luis Gil fundou a vinícola com sua esposa, Sra. Gloria Berzal. Atualmente, os seus filhos Saúl e Benjamin dedicam-se a bodega Gil Berzal seguindo a tradição da família e tem com isso introduzido inovadores projetos para a vinícola, como produzir os vinhos com as praticas ecológicas e biodinâmica.

A prática da agricultura biodinâmica norteia-se nas relações harmônicas entre os elementos que compõem a produção, buscando um equilíbrio entre o solo, as plantas, os animais, o ser humano e o cosmo (os climas diferentes nas estações do ano), pois essas circustância atuam diretamente no ciclo de vida do terroir. Com isso, buscar um equilíbrio vai de encontro ao não uso de pesticidas e até fertilizantes industrializados, assegurando como objetivo a saúde do vinhedo, e concomitante a do ser humano.

O resultado da ação das práticas biodinâmicas durante todo o processo de produção aliado as características do terroir são expressas nos próprios vinhos cheios de caráter e personalidade. São vinhos com acidez pronunciada, com muita fruta presente e mineralidade. Os vinhos do produtor Gil Berzal são em maioria produzidos com as castas tintas Tempranillo, Garnacha , e as brancas são produzidos com a Viúva entre outras.

Visitar essa região também é fazer uma viagem a historia e um verdadeiro banho de cultura através existência de inúmeros monumentos da pré-história, locais interessantes e inúmeras bodegas de diversos estilos.

Em síntese há muita autenticidade na expressão da história , do longo tempo e do fantástico terroir da Rioja Alavesa e o produtor Gil Berzal está de parabéns por estar produzido vinhos que deixam uma enófilas como eu maravilhada.

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Compartilhar minhas experiências e vivencias vínicas realmente é algo que faço com muito prazer. Neste post compartilho uma das experiência mais emocionantes que vivi como Wine Hunter neste ano. Dentro do Brasil, no estado do Rio Grande de Sul, no município de Garibaldi existe um brilhante vínico de valor imensurável e o nome dele é Sr.Orgalindo Bet, um Wine Maker fantástico que tive a honra em conhecer.

Em visita a região Sul do Brasil, um grande amigo enólogo e produtor Anderson De Césaro guardava uma surpresa pra mim, afinal ele conhece bem a minha paixão por vinhos de qualidade superior e resolveu me presentear me levando para vivenciar algo simplesmente inesquecível em minha vida. Fui levada até o município de Garibaldi (RS), onde localiza-se a propriedade Orgalindo Bettú Vinhos Nobres e lá consegui perceber o que de fato podemos chamar de amor pelo Mundo dos Vinhos.

Dono de um currículo acadêmico extenso e invejável na enologia, e ao mesmo tempo de uma enorme simplicidade que encanta aos olhos, o Sr.Orgalindo Bettú nos recebeu ao lado de sua esposa e companheira Dona Fátima Bettú com muita simpatia e um grande sorriso no rosto. Mas eu não sabia que estava em frente de um casal que mexeria profundamente com as minhas emoções ao degustar algumas das suas obras de arte.

Fomos chamados a adentrar uma linda sala de provas onde a riqueza de detalhes encantava meus olhos com uma decoração simples, mas de extremo bom gosto com madeiras de barricas nas paredes, algumas ainda até cravadas com cristais de ácido tartárico precipitado, uma mesa em madeira belíssima já com taças a nossa espera e lindas arandelas nas paredes com desenhos de folhas de parreiras. Um verdadeiro santuário para degustação de vinhos.

Sr.Eduardo Bassetti e Sr.Orgalindo Bettú

Fomos convidados a sentar pela Dona Fátima e logo começamos a ouvir o Sr.Orgalindo Bettú com uma voz branda, suave e serena um agradecimento pela nossa presença e uma explicação do que eles estavam desenvolvendo em sua propriedade.

Depois de trabalhar por décadas para grandes produtores de vinhos brasileiros e até de ser a referência profissional na produção dos grandes vinhos em São Joaquim (SC), resolveu dedicar-se integralmente a sua vida a sua própria propriedade, cerca de 1/2 ha e ao lado da sua amada Dona Fátima produzindo vinhos que tivessem sobretudo o seu próprio DNA, com a participação das características marcadas do terroir, mas com o seu próprio Know-how profissional, explícito em suas obras de arte.

Acompanhei atentamente o serviço do primeiro vinho a ser degustado e mal eu sabia que esse seria o vinho que me arrancaria lágrimas de emoção pela sua qualidade impecável e por saber que foi produzido em minha pátria BRASIL. Observei com atenção ao bailado que estava sendo realizado passando um pouco de vinho em cada taça que seria servida aos presentes, fui visualizando isso taça a taça e ao observa-lo, analisava a cor do vinho que já me chamava muito atenção pelo seu dourado radiante. O vinho a ser servido logo de início chama-se Dona Fátima , homenagem do Sr.Bettú a sua amada, que ao seu lado trabalha dia após dia para produzirem vinhos com qualidade ímpar.

O vinho Dona Fátima é um néctar singular, é um 100% Chardonnay 2012, que foi engarrafado em 2014 e que após passados 5 anos de engarrafamento estava simplesmente fantástico, fascinante, mágico, esplêndido e encantador. Passou estágio em barrica de carvalho francês nova de grão fino da floresta de Vosges.

Dono de uma riqueza de aromas e sabores que deixa qualquer enófilo encantado tentando buscar em suas memórias tanta informação em um vinho só. Após eu sentir seus aromas e sabores foi difícil conter a emoção, olhei para meu amigo que estava sentado ao meu lado e o disse tentando resumir o que estava sentindo “o vinho está magnífico”. Um a um todos começaram a expressar a enorme satisfação em poder está ali num momento tão especial degustando uma preciosidade brasileira.

Alto nível de prova com diversos profissionais do Mundo dos Vinhos do Brasil

A prova seguiu degustando vários rótulos maravilhosos e após seguimos para dar uma volta às vinhas, o casal foi nos apresentando as castas que cultivam, contando detalhes de parte de suas experiências naquele terroir tão único em suas especificidades. Rico em detalhes altamente técnicos e em natureza sem igual. Observei a magnitude do cultivo da Chardonnay cravada em meios a grandes pedras, e que delas se faz o vinho que tanto havia me emocionado, o vinho Dona Fátima.

Dessa experiência tirei inúmeras lições. Primeiro a força do amor e de uma paixão ao fazer o que verdadeiramente se deseja fazer. Segundo nunca subestimar a capacidade produtiva de um terroir e da fantástica ação da mão humana. O Sr.Bettú sem dúvida é um verdadeiro mago na produção dos grandes vinhos do Brasil e merece todo o meu respeito e aplausos. O vinho Dona Fátima é uma joia vínica do Brasil e a Dona Fátima é o verdadeiro brilhante do Sr.Bettú !!!

Parabéns ao casal Sr.Orgalindo Bettú e Dona Fátima Bettú pelo seu belo trabalho no terroir de Garibaldi , é simplesmente sensacional o resultado !!!

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A frase clássica “Harmonizar Faz Parte da Arte do Bem Viver”, sem dúvida é muito verdadeira, e acrescento que harmonizar é poesia pura aos nossos sentidos.

A busca em reunir o prazer entre os sabores dos alimentos com os estilos e características dos vinhos, sem dúvida é uma arte e que pode nos proporcionar sensações de bem estar sobretudo à alma. Unir ou complementar os sabores dos alimentos nos proporciona uma experiência que ativa, inspira e agrada nossos sentidos.

“Harmonizar faz parte da arte do bem viver.”

Para compor uma boa harmonização devemos inicialmente analisar as preferências individuais, os costumes e os hábitos culturais e sobretudo aproveitar conhecimentos de sabedorias ancestrais, já tão experientes nessas composições deliciosas.

Para começar a vivenciar esse delicioso mundo da “harmonização”, algumas pessoas buscam se qualificar através de cursos especializados, já há outras que já tem a sensibilidade aflorada e a partir dai bastam só treinos e oportunidades. Para tal o interessado deve procurar degustar com atenção aos vinhos e aguçar seus sentidos buscando perceber os elementos chaves que se podem detectar nos alimentos.

Pedagogicamente classifica-se 5 elementos chaves nos alimentos que são detectados pelos seres humanos, são eles ácido, salgado, doce, amargo e umâmi.

Suas capacidades de percepção dependem sobretudo de receptores sensoriais localizados nas papilas gustativas e em toda a cavidade oral. Dependendo de cada elemento e da quantidade desses contidos em determinados alimentos, esses podem nos proporcionar experiências fantásticas ou provas trágicas ocasionadas pela bela ou infeliz harmonização com certos vinhos.

Alimentos Ácidos

Em contato com alimentos ácidos ( com toque cítricos e com vinagres ) o vinho parece ser muito mais doce e mais rico. O vinho parece menos amargo e menos ácido. Os alimentos com elevada acidez podem suavizar vinhos ácidos. Fica sempre um alerta quando for harmonizar com vinhos de baixa acidez.

Alimentos Salgados

Alimentos com mais cloretos, a exemplo embutidos, curados, ou mesmo alimentos com mais presença de sal , o vinho parece mais suave e mais rico. O vinho parece menos amargo e menos ácido. Em contato com alimentos mais salgados os vinhos mais tânicos podem parecer mais suaves e mais palataves.

Alimentos Doces

Quando temos alimentos agridoces e sobremesas devemos ter atenção pois o vinho parece mais amargo e mais ácido. O vinho parece menos doce e menos frutado. Uma dica é alimentos doces devem ser harmonizados com vinhos doces.

Alimentos Amargos

Existem muitos alimentos com características de sabor amargo como brócolis , alcachofra, jiló, berinjela e até o chocolate amargo, há de se ter atenção, pois o vinho pode ficar completamente comprometido, é interessante detectar se esses ingredientes serão acrescentados de algum tempero e especiarias.

Alimentos Umâmi

Os cogumelos , ervilhas, frutos do mar, molho shoyu, são alimentos que apresentam uma grande quantidade de ácido glutamato, inopinado e guanilato ao qual os receptores do sabor umâmi são ativados no paladar.

Quando em contato com esses elementos o vinho parece mais amargo e mais ácido. O vinho parece menos doce e menos frutado. E quando em contato com vinho com níveis elevados de taninos , eles podem mostrar até gosto desagradável.

Atualmente as engessadas regras de harmonização caíram em cheque, levando aos entusiastas a se aventurarem em novos percursos e em novas criações cheias de elegância e coerência nos sabores, o mais importante é sempre observar o que mais se destaca no sabor dos alimentos e ingredientes, pois eles é que irão determinar a escolha do vinho.

Para uma boa harmonização é necessário ter respeito a três condições, condição de analogia , de associação e de sensibilidade sensorial.

Analogia

Comidas delicadas devem ser servidas com vinhos mais leves.

Carnes Vermelhas bem condimentadas harmonizam com tintos encorpados . Grandes tintos revelam-se ainda muito mais o seu potencial junto com a comida.

Associação

Associação pelas cores, predispõem a associação de sabores. Alimentos menos coloridos como carnes brancas de aves e peixes e com molho branco, associam-se com vinhos brancos , de cor pálida , sabor leve e frescos.

Sensibilidade Sensorial

A clássica harmonização de ostras com o vinho Chablis com a casta chardonnay.

Foie Gras com Sauternes .

Queijos azuis como Gorgonzola e Roquefort com os vinhos Botrytizados e Colheita Tardia.

Observe que no decorrer de uma refeição a sensibilidade vai caindo, diminuindo e adormecendo progressivamente. Por isso deve-se sempre levar em conta a progressão dos sabores.

Brancos antes de tintos.
Secos antes de doces.
Leves antes de encorpados.

Como considerações finais sugiro que você não deva ser governado pelas regras, afinal somos todos diferentes, cada um com seus gostos distintos e peculiares. Nunca esqueça de que é a comida que geralmente causa mais problema em uma harmonização. Portanto se tiver dúvida abra uma garrafa de vinho e se jogue na procura de agradar ao seu próprio paladar !

Boa Diversão !

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